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    Noruega tem cidade conhecida por 'proibir a morte'; entenda curiosidade sobre rival do Brasil nas oitavas

    7 hours ago

    Cidade de Longyearbyen, Svalbard R. Henrik Nilsson — CC BY 4.0 — via Wikimedia Commons Além do frio congelante e da ameaça de ursos-polares, uma cidade no extremo norte do arquipélago norueguês de Svalbard possui outra característica curiosa: há quem diga que em Longyearbyen é proibido morrer. ➡️ Neste domingo (5), a seleção brasileira enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. TV Globo, Sportv e GETV transmitem ao vivo. Você também assiste aos jogos na página de tempo real no ge.globo, além de ver cortes exclusivos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A afirmação parece um absurdo, porém nasceu de uma decisão real do governo. Mas, calma, não é exatamente isso. Onda de calor é a principal preocupação da Seleção nos treinos antes de enfrentar a Noruega Na verdade, não é ilegal morrer em Longyearbyen, até porque isso seria impossível de proibir. Mas a cidade possui medidas que parecem querer espantar os mortos: O cemitério local parou de permitir enterros de corpos em 1950 O município não possui infraestrutura para pessoas que necessitam de cuidados contínuos, como idosos e pacientes em cuidados paliativos Acompanhe a Copa do Mundo pelo ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo O fim dos sepultamentos O principal motivo para Longyearbyen não enterrar os mortos é o "permafrost", a camada de solo permanentemente congelada que cobre grande parte do arquipélago. Como o terreno praticamente nunca descongela, os corpos enterrados não se decompõem normalmente e permanecem preservados por muitos anos. O risco aqui é que microrganismos também ficam preservados por mais tempo. Como prova disso, pesquisadores já encontraram vestígios do vírus da gripe espanhola em vítimas enterradas no cemitério local duante a epidemia da doença em 1918. Diante dessas condições, o cemitério de Longyearbyen deixou de receber novos sepultamentos de corpos em 1950. Sem estrutura para quem está morrendo Desde o fim dos sepultamentos, a cidade também passou a refletir outra realidade local: por ser um assentamento pequeno e isolado, Longyearbyen não possui estrutura para oferecer cuidados de longa duração, como assistência permanente a idosos ou cuidados paliativos. Quando um morador passa a necessitar desse tipo de atendimento, ele normalmente é transferido para o continente norueguês. O mito da morte ilegal O que iniciou a ideia de que a ilha não permite mortes foi uma reportagem da BBC de 2008. No texto, o repórter descreveu Longyearbyen como "a cidade onde é proibido morrer", chamando atenção para o fato de que o cemitério local havia deixado de receber novos sepultamentos décadas antes e que moradores em estado terminal costumavam ser transferidos para o continente norueguês. Anos mais tarde, o "Waffles at Noon", um site americano conhecido por desmentir lendas urbanas, foi atrás de esclarecer a história. À página, o gabinete do governador local no ano de 2013 respondeu que apesar de não ser ilegal morrer na cidade, o local não é uma comunidade "do berço ao túmulo". Ou seja, não é um lugar para se passar a vida toda. A mesma ideia aparece em um documento do governo divulgado à população. Neste texto, as autoridades locais explicam que "os serviços públicos em áreas importantes, como saúde e assistência social, são inexistentes ou limitados". Com isso, a cidade não possui maternidade e encoraja grávidas a viajarem para o continente três semanas antes da data prevista para o parto, para darem à luz em um hospital equipado. No fim, nem o nascimento nem a morte são ilegais em Longyearbyen, mas também não são incentivados pelas condições locais.
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