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    No último dia de campanha na TV, Lula usa religião e bets contra Flávio Bolsonaro; candidato do PL fala em mudar 'velho sistema'

    9 hours ago

    Lula e Flávio Bolsonaro no horário eleitoral desta quinta-feira, 1º de outubro Reprodução No último dia de horário eleitoral gratuito, o presidente Lula (PT) levou à TV o caso de Nossa Senhora Aparecida e a proibição de bets para atacar o adversário Flávio Bolsonaro (PL). O senador, por sua vez, fez um discurso sobre mudança do "velho sistema", disse que o brasileiro hoje sente "medo" e "aflição" e repetiu o bordão "ou o Brasil vence ou eles derrotam o Brasil". LEIA TAMBÉM: Quem são os candidatos para votar nas eleições de 2026? 🗓️ Esta quinta-feira (1º) é o último dia em que será exibido horário eleitoral neste primeiro turno. O programa passou às 13h, e haverá uma nova exibição às 20h30, quando as campanhas podem manter o conteúdo da tarde ou apresentar novos programas. Depois disso, o horário eleitoral só retorna no caso de segundo turno, no dia 9. O programa de Lula na tarde desta quinta começou com a leitura por um locutor de uma "nota oficial" sobre o conflito entre Flávio e a CNBB. "Diante dos ataques de Flávio Bolsonaro à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e à Igreja Católica, manifestamos o nosso repúdio", diz a nota. "Nossa solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões." O programa do petista trouxe ainda um conteúdo que associa Flávio à proliferação de bets no país. Na semana passada, Lula enviou ao Congresso uma Medida Provisória que proíbe as apostas desse tipo no Brasil. "Sabe por que as bets se espalharam pelo Brasil?", o locutor questiona. Em seguida, aparece vídeo de Paulo Guedes, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), e do próprio Flávio, que diz defender a legalização de cassinos no país. "Será que o Flávio Bolsonaro está ao lado das bets ou da sua família?", diz a propaganda de Lula. Agora no g1 Um trecho do programa de Lula mostrou o presidente de camisa social em um estúdio falando sobre mudança, pela perspectiva de "continuar avançando". "Mudar não é voltar pra trás. Mudar não é tirar o que você já conquistou, não é armar o país nem entregar as nossas riquezas. Desrespeitar mulher não é mudança, é passado", afirmou o presidente. Flávio Bolsonaro também usou a palavra "mudança" para dar o tom do programa dele, mas com outra perspectiva, a de "um novo Brasil". A propaganda intercalou um discurso do senador em um estúdio, vestido de camisa e paletó, com imagens de atos de campanha nas ruas, incluindo cenas ao lado da mulher dele, Fernanda — inclusive a de um beijo na boca entre os dois. Apareceram ainda nas cenas de campanha de rua aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista; e Nikolas Ferreira (PL), deputado federal. "Eu senti de perto as dores que vocês estão sentindo. Ouvi, testemunhei o medo que está apavorando cada um de vocês. Eu fui aos mercados, eu vi a aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho", disse Flávio. "Nosso povo não desiste nunca e sabe que o Brasil não é isso que tá aí", prosseguiu o candidato do PL. "Minha missão de vida é mudar esse velho sistema, que funciona só pra ele, mas não funciona pra você." Participaram do horário eleitoral ainda os candidatos a presidente Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que têm direito a tempo de TV pela lei. Caiado defendeu que o eleitor não vote "contra esse ou aquele", mas sim em quem acredita. Cury disse que "o Brasil precisa de novas ideias".
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