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    No Líbano, Hezbollah lança mísseis e drones contra Israel, que responde com ataques aéreos em grande escala

    há 3 meses

    Israel bombardeia grupo Hezbollah no Líbano Israel lançou na noite desta segunda-feira (2) uma nova onda de ataques contra o grupo Hezbollah, no Líbano. Pouco antes, o governo israelense emitiu um alerta para que moradores da capital libanesa deixassem as áreas próximas de redutos do grupo. Até agora, a reação israelense a um ataque dos extremistas deixou 52 mortos em Beirute. Entre eles, o chefe de outro grupo terrorista, a Jihad Islâmica. O conflito no Oriente Médio ganhou uma nova e perigosa frente. No Líbano, o Hezbollah lançou neste domingo (1º) mísseis e drones contra Israel, que respondeu com ataques aéreos em grande escala. Prédios foram destruídos ao sul de Beirute. Imagens feitas em Baabda, nos arredores da capital, mostram uma sequência de explosões na mesma área. Em Sidon, no sul do Líbano, filas de carros se formaram nesta segunda-feira (2) nas estradas. Famílias deixaram a região às pressas, levando crianças, idosos e o que conseguiram carregar. Ferial Sawan conta que estava em casa, nos subúrbios do sul, quando as três explosões atingiram a região. Os filhos acordaram para a refeição da madrugada do Ramadã, mas tiveram que fugir sem comer. No Líbano, Hezbollah lança mísseis e drones contra Israel, que responde com ataques aéreos em grande escala Jornal Nacional/ Reprodução O Exército israelense afirmou ter atingido um alto integrante do Hezbollah e centros de comando, além de uma instituição financeira ligada ao grupo. O grupo libanês recebe financiamento e armamentos da Guarda Revolucionária do Irã e é designado como organização terrorista pela União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos, entre outros. A última guerra declarada entre Israel e o Hezbollah foi em 2006 e deixou mais de mil mortos no Líbano. Em outubro de 2023, quando começou o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah também lançou foguetes contra Israel. Um cessar-fogo um ano depois reduziu, mas não eliminou completamente os ataques, com os dois lados acusando um ao outro de violações do acordo. Uma nova ampliação se desenha agora. O Líbano tem cerca de 5,5 milhões de habitantes e enfrenta uma das piores crises econômicas da sua história. Milhões de libaneses vivem fora do país - a diáspora é maior do que a população que permanece no território. Pela primeira vez em um conflito com Israel, o governo libanês anunciou a proibição das atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue todas as armas. O Hezbollah rejeitou o pedido. Questionado sobre uma possível invasão terrestre, um porta-voz israelense disse que todas as opções estão sobre a mesa. A crise já provoca impacto internacional. A Itália informou que recebeu de países do Golfo apelos por apoio logístico e envio de suprimentos. O ministro da Defesa italiano relatou que os pedidos mais urgentes são sistemas de mísseis para defesa antiaérea. LEIA TAMBÉM Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas, ou mais' Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros 'nem mesmo em casa' O que é e o que faz um aiatolá? 'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio
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