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    Na ONU, Lula diz que, nas eleições, brasileiros vão escolher entre democracia e negacionismo; e que não permitirá interferências

    1 day ago

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicou o trecho final do discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22) para falar sobre o processo eleitoral brasileiro. Durante pronunciamento em Nova York, o petista disse que os brasileiros vão escolher, no dia 4 de outubro, entre a "democracia" e o "negacionismo". O candidato do PT à reeleição também defendeu a soberania e o sistema eleitoral do Brasil. E disse que o país não permitirá interferências externas no processo de escolha do próximo governante. "Quero concluir com uma mensagem sobre o meu país a todos os que nos ouvem. No dia 4 de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para definir o seu destino. Não vão apenas eleger o presidente da República, governadores estaduais e representantes do Poder Legislativo. Vão decidir entre democracia e negacionismo. Se o Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão", disse Lula. Ao defender as urnas eletrônicas, Lula afirmou que o processo eleitoral será "transparente e competitivo" e alfinetou adversários. "Todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesse de estrangeiros contrários ao país. Não subestimamos o desafio da rede de desinformação no debate público durante a campanha. Mas possuímos um sistema eleitoral moderno", declarou. O petista tem acusado os integrantes da família Bolsonaro, que tem o senador Flávio como candidato do PL na eleição presidencial, de conspirar contra o Brasil nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, tem proximidade com autoridades norte-americanas. No discurso na ONU, Lula disse ainda que o Brasil não permitirá que "inimigos da democracia internos e externos" atentem contra a vontade dos eleitores. "E sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre não permitiremos que os inimigos da democracia internos e externos atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém, ninguém nos afastará desse caminho", concluiu. ONU e geopolítica Durante o pronunciamento, Lula também falou sobre o atual momento mundial e sobre o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) na resolução de crises internacionais. "Somos chamados a optar entre: multilateralismo ou unilateralismo; democracia ou extremismo; soberania ou subordinação. Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que se espera de um estadista", afirmou. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026 TIMOTHY A. CLARY/AFP
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