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    Mulher de Ribeirão Preto tem prejuízo de mais de R$ 80 mil após celular roubado durante viagem

    9 hours ago

    Filha conseguiu rastrear celular de professora após roubo em São Paulo, SP Arquivo pessoal Uma mulher de 40 anos, moradora de Ribeirão Preto (SP), teve um prejuízo de mais de R$ 80 mil após ter o celular roubado enquanto estava dentro do carro. O caso aconteceu na tarde de terça-feira (13), em São Paulo (SP). A família estava em férias e voltava para o interior quando foi surpreendida. Ao g1, a vítima, que pediu para não ser identificada, conta que estava parada no trânsito, na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na zona Leste, quando um homem se aproximou do veículo e quebrou o vidro da janela do passageiro da frente, onde estava a filha dela, de 16 anos. O criminoso conseguiu pegar o celular, que estava no console, e fugiu logo depois. Até a publicação desta reportagem, ele não tinha sido identificado. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp No momento do roubo, o aparelho estava desbloqueado e com um aplicativo de navegação em uso, o que possibilitou o acesso às contas bancárias da mulher e a realização de diversas movimentações financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vítima voltava de viagem com as filhas A vítima. que é coordenadora de uma escola infantil em Ribeirão Preto, contou ao g1 que havia passado as férias no Guarujá, no litoral paulista, e permaneceu dois dias na capital. No momento do crime, ela retornava para Ribeirão Preto acompanhada das duas filhas, de 16 e 9 anos. Segundo ela, a ação aconteceu em meio a um congestionamento, quando os veículos estavam praticamente parados, e ela não teve tempo de reagir. "Foi tudo muito rápido. Eu estava no trânsito, com as minhas duas filhas dentro do carro, quando, de repente, o homem apareceu do nada, quebrou o vidro e enfiou a mão para pegar o celular. A gente não vê de onde ele vem, só escuta o barulho do vidro estourando". Ela disse que o aparelho não estava exposto, justamente por medo de assaltos. "O celular não estava em cima do painel, estava mais para baixo, no console. Mesmo assim, ele viu e pegou. Eu ainda fiquei com o carregador na mão, mas soltei, porque pensei nas minhas filhas. Qualquer reação poderia ter sido muito pior". Prejuízo ultrapassa R$ 80 mil Após o roubo do celular, foram feitos empréstimos, transferências via Pix e compras em aplicativos vinculados ao aparelho. Em um dos bancos, foram registrados três empréstimos, de R$ 332,59, R$ 8 mil e R$ 28 mil, além de várias transferências. No outro, também houve movimentações fraudulentas, com transferências para diferentes instituições. Ao todo, o prejuízo ultrapassa R$ 80 mil, segundo a vítima. "Quando comecei a ver os valores, me deu um desespero. Não era um gasto pequeno, eram empréstimos e transferências altas. É um dinheiro que eu não tenho como pagar". Ela contou que, além das transferências, também descobriu compras feitas em aplicativos vinculados ao celular roubado. "Ontem [quarta-feira] à noite ainda ligaram dizendo que estavam tentando entregar uma encomenda feita no meu nome. Foi aí que eu vi que o prejuízo era ainda maior do que eu imaginava." Sem o próprio celular, a mulher precisou usar o aparelho da filha para conseguir sair da capital paulista e seguir viagem até Ribeirão Preto. "Eu precisei usar o celular da minha filha para colocar o GPS e conseguir sair de São Paulo. Estava sem vidro no carro, sem celular e com duas crianças muito assustadas. Foi uma situação muito difícil." O conserto do vidro foi feito no dia seguinte, de forma particular. “Eu não esperei nem o seguro, mandei arrumar na hora. Só nisso já tive mais um gasto.” Registro do boletim e providências O boletim de ocorrência chegou a ser registrado de forma online ainda na noite do crime, mas acabou sendo bloqueado, o que obrigou a vítima a procurar uma delegacia no dia seguinte para fazer o registro presencialmente. A mulher informou que já contestou todas as movimentações financeiras feitas após o roubo e que pretende entrar com ação judicial para tentar recuperar o dinheiro. “Eu não tenho como arcar com um prejuízo desse tamanho. Vou buscar a Justiça para tentar reaver esse dinheiro, porque não fui eu que fiz essas movimentações”, disse. Além do prejuízo financeiro, a vítima afirma que o impacto emocional ainda é grande, principalmente para as filhas. “Elas ficaram muito abaladas. A mais velha fala que não consegue tirar da cabeça o barulho do vidro quebrando. A menor agora tem medo até de ver alguém com celular perto do carro”, contou. Segundo ela, apesar do medo, o alívio foi ninguém ter se ferido gravemente. “A gente sabe que poderia ter sido muito pior. O trauma fica, mas o mais importante é que estamos vivas.” *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franc VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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