Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Mulher dá à luz em UPA após ser mandada para casa três vezes em maternidade de Palmas

    10 hours ago

    Bebê nasceu pelas mãos de pediatras em unidade sem obstetrícia em Palmas Reprodução/Arquivo pessoal de Marcela Silva Uma mulher deu à luz na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, em Palmas, após ter o atendimento de internação negado três vezes no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos. Segundo a família, Marcela Silva procurou a maternidade estadual diversas vezes com fortes dores e sangramento, mas foi orientada a retornar para casa em todas as ocasiões. O parto aconteceu no último sábado (27), cerca de 20 minutos após a paciente dar entrada na UPA Sul, sendo realizado por uma equipe composta por pediatras e enfermeiros, já que a unidade não possui serviço de obstetrícia. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Marcela, que é moradora de Guaraí e estava em Palmas para o nascimento do filho, relata que o sofrimento começou no dia 20 de junho. De acordo com a paciente, mesmo apresentando sangramento e dificuldade para caminhar devido às dores na região pélvica, os médicos da maternidade afirmaram que os sintomas eram normais para o estágio da gestação. “Foram três dias de muita dificuldade indo para essa maternidade. No segundo dia eu já estava perdendo líquido e falaram que era apenas um corrimento. No terceiro dia eu não aguentava mais ficar em pé e disseram que ainda não era o momento do parto”, relatou Marcela. A cunhada de Marcela, Karinny Alves, acompanhou a jornada transportando Marcela, e afirma que a equipe médica teria informado que a internação só ocorreria quando a gestação completasse 41 semanas. “Pedimos pelo amor de Deus para internar porque ela não conseguia mais andar, mas disseram que pela política médica ela deveria aguentar e esperar”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Pescador detalha resgate de homem no lago de Palmas: 'Um dos braços para fora da água' Morte de estudante de fisioterapia após acidente com moto aquática causa comoção nas redes sociais Arraias, piranhas e afogamento: Veja os riscos e como se proteger ao banhar em rios do TO Agora no g1 Parto improvisado na UPA Karinny informou que na noite de sábado, com a intensificação das contrações e estando hospedada na casa da cunhada no setor Jardim Taquari, cerca de 20 km da maternidade estadual, a família decidiu buscar socorro na UPA Sul. Ao chegar no local, a equipe médica constatou a urgência do caso, e como a unidade não tem estrutura para partos, o procedimento foi realizado em uma sala de emergência. “Quem fez o parto foram dois pediatras e enfermeiros. O médico [da UPA] falou: 'Meu Deus, não tinha me preparado para fazer um parto'. Eles improvisaram tudo, usaram biombos para garantir a privacidade, e graças ao suporte deles o bebê nasceu bem, apesar de estar com o cordão enrolado no pescoço”, contou Karinny. Após o nascimento, Marcela e o bebê foram transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Dona Regina para que os procedimentos referentes ao parto fossem finalizados. A transferência ocorreu devido à falta de estrutura técnica da UPA para realizar o atendimento completo. Equipe da UPA Sul usou sala de emergência para nascimento de bebê Reprodução/Arquivo pessoal de Marcela Silva A família questiona a postura dos profissionais da maternidade estadual. Marcela relatou que, ao chegar no hospital vinda da UPA, teria ouvido comentários sobre o fato de o parto ter ocorrido em uma unidade de pronto atendimento. "Ficaram questionando por que o parto não foi concluído lá, inclusive com a retirada da placenta, sendo que na UPA não tinha obstetra", desabafou a mãe. Na maternidade estadual, Marcela e o recém-nascido permaneceram em observação clínica e passaram por exames de rotina para garantir que ambos estivessem estáveis após o parto improvisado. Após o período de monitoramento e a confirmação de que não havia complicações, eles receberam alta médica na tarde desta segunda-feira (29) . O g1 solicitou posicionamentos à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e à Prefeitura de Palmas para entender os critérios de internação no Hospital Dona Regina e obter detalhes sobre o atendimento na UPA Sul, mas não obteve resposta de nenhum dos órgãos até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Defensoria encerra inscrições para mutirão gratuito de paternidade, nesta terça, em 17 cidades de MT
    Artigo Seguinte
    Expoacre Juruá 2026: Mais de 200 agentes integram esquema de segurança do evento

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário