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    Mulher atacada a facadas por pedir copo d’água ao companheiro morre após uma semana internada no AP

    7 hours ago

    Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), no Amapá. Larissa Paes/g1 Uma mulher de 41 anos morreu no último domingo (12) no Hospital de Emergências (HE) de Macapá, após passar uma semana internada, vítima de duas facadas na perna desferidas pelo companheiro, de 42 anos. O caso foi divulgado pela polícia nesta quarta-feira (15). O crime ocorreu no dia 5 de julho na residência da mulher, localizada no bairro das Pedrinhas, na Zona Sul da capital. No entanto, As investigações sobre o caso só começaram no dia da morte da vítima, quando a mãe dela procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp O suspeito, que tem uma extensa ficha criminal e responde por outra tentativa de feminicídio, confessou o crime à Polícia Civil após ser preso em flagrante por roubo no dia seguinte à morte da vítima. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) investiga o caso e busca esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. "Eles estavam os dois em casa, ela pediu para que ele buscasse um copo de água para ela. Aí ele dorme com uma faca do lado, só que não gosta de ser acordado. Então, no momento que ela acordou ele, ele desferiu duas facadas na perna dela", disse a delegada Marina Guimarães, titular da Deam . Delegada Marina Guimarães, titular da Deam no Amapá. Larissa Paes/g1 Motivações e dinâmica do crime De acordo com as investigações da polícia, o casal, que estava junto há cerca de 8 meses, estava em casa quando o crime aconteceu. Uma das versões apuradas indica que a mulher teria acordado o companheiro para pedir um copo d’água. Interrogado pela polícia, o suspeito apresentou uma versão diferente para a briga, mas confessou ter dado as facadas. Ele admitiu que não prestou socorro e que fugiu correndo do local logo após o ataque, deixando a companheira sangrando enquanto ela gritava por ajuda. Um morador da vizinhança registou um vídeo da vítima, que relatou o ocorrido enquanto estava deitada no chão e ensanguentada. "Ela era viciada em drogas e álcool, e muitos homens visitavam a casa dela. Mas nesse caso específico, foi ele que confessou e ela mesma falou nesse vídeo", falou a delegada. Prisão por outro crime O caso começou a ser formalmente investigado no domingo (12) quando a mãe da vítima registrou o boletim de ocorrência logo após o falecimento da filha. A Polícia Civil do Amapá representou pela prisão preventiva do suspeito, mas, antes mesmo da decisão judicial, ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar no dia seguinte (13) por cometer um crime de roubo. Ao ser interrogado pela equipe de investigação de feminicídios no fórum local, o homem demonstrou frieza, não apresentou arrependimento e revelou que sequer sabia que a companheira havia morrido. LEIA MAIS: Exames teóricos para CNH crescem 28% no país, mas caem 2,5% no Amapá Suspeito de estupro durante assalto no Amapá é identificado após comparação de DNA Além de confessar o ataque, ele admitiu possuir antecedentes criminais por outra tentativa de feminicídio contra uma ex-companheira, além de responder por outros dois homicídios e roubos. A delegada Marina Guimarães reforçou a importância de que testemunhas e vítimas busquem um papel ativo e denunciem casos de violência doméstica imediatamente, antes que escalem para crimes mais graves. "Quero ressaltar a importância de as pessoas comunicarem esses crimes justamente para impedir que aconteça o pior deles, que é o feminicídio — momento em que a vítima já não consegue mais buscar ajuda. Pedimos também à população que, ao presenciar esse tipo de situação, ligue imediatamente para o 190, mesmo que de forma anônima. Nesse caso específico, a vítima ficou no local sangrando. Se alguém tivesse denunciado antes, talvez ela estivesse viva hoje", declarou. Casos de violência ou suspeita de agressão podem ser denunciados anonimamente à Polícia Militar pelo número de emergência 190, ou diretamente à Polícia Civil, que oferece canais de acolhimento e medidas protetivas de urgência. O que é feminicídio? VÍDEOS com as notícias do Amapá: d
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