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    MP pede suspensão de abatedouro em Envira por risco de acidentes aéreos

    2 days ago

    Aeroporto de Envira no interior do Amazonas Divulgação O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com uma ação civil pública para suspender as atividades de um abatedouro em Envira, no interior do estado. Segundo o órgão, o local funciona sem licenciamento ambiental e fica próximo ao espaço aéreo da cidade, o que aumenta o risco de acidentes com aeronaves. De acordo com o MP, o abatedouro atrai urubus, aves que podem colocar em risco a segurança dos voos. “Identificamos que o matadouro funciona sem licenciamento ambiental estadual e em área próxima ao espaço aéreo, o que pode representar risco concreto à segurança dos voos”, afirmou o promotor de Justiça Christian Guedes da Silva. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O MP solicita a suspensão imediata das atividades até o abatedouro consiga as licenças ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e apresente um plano de gerenciamento de risco de fauna aprovado pela autoridade aeronáutica. LEIA TAMBÉM Amazonas é o 2º estado que mais explora madeira na Amazônia, aponta estudo Decreto que reduz reservas legais no AM é considerado inconstitucional, dizem especialistas Veja os vídeos que estão em alta no g1 O MP pede ainda que seja anulada a certidão municipal que autorizou o funcionamento e cobra indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos. O valor deve ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Meio Ambiente. Segundo documentos requisitados à Prefeitura de Envira e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o abatedouro recebeu apenas uma Certidão Municipal de Conformidade Ambiental, que não substitui o licenciamento estadual ou federal. Para o MP, houve falha da prefeitura ao não exigir estudo de impacto ambiental e ao não buscar autorizações junto ao Ipaam e ao Ibama. Diante das irregularidades ambientais e o risco de acidentes aéreos, o MP pediu à Justiça o encerramento das atividades do abatedouro. O g1 solicitou nota da Prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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