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    MP identifica falta de médicos especialistas em UTI pediátrica de hospital em Estância

    16 hours ago

    Hospital Amparo de Maria em Estância MP/SE Uma fiscalização do Ministério Público de Sergipe (MPSE) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Amparo de Maria (HRAM), em Estância, flagrou irregularidades na escala médica da unidade. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (27), pelo MPSE. Segundo o órgão, faltam médicos intensivistas pediátricos em regime presencial e suporte físico do Responsável Técnico (RT). Durante a inspeção, foi verificado que os leitos estavam funcionando e com demanda contínua de ocupação de crianças. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp A vistoria foi motivada por denúncias feitas à Ouvidoria do MPSE sobre problemas na abertura da unidade. A ação faz parte de um procedimento administrativo que já contava com relatórios técnicos do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CRM-SE) e uma recomendação prévia expedida em fevereiro deste ano. Diante da situação, o MPSE protocolou um requerimento exigindo que a direção do hospital e os gestores de saúde do estado apresentem esclarecimentos e comprovem a regularização das escalas em um prazo determinado. Agora no g1 O Ministério Público solicitou as seguintes informações: Dados sobre a quantidade total de intensivistas Identificação detalhada dos plantonistas Comprovação da presença física do Responsável Técnico Substituição de médicos rotineiros que não possuem o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina Intensiva Pediátrica O MPSE informou que, após receber e analisar as respostas dos gestores, avaliará as medidas jurídicas cabíveis. Caso as falhas estruturais e de pessoal não sejam corrigidas pela administração do hospital e pelo Estado, o órgão poderá ajuizar uma Ação Civil Pública (ACP). O que diz o hospital Em nota, o hospital informou que conta com médicos pediatras diaristas e plantonistas, com especialização em pediatria, e que o suporte especializado em terapia intensiva pediátrica também ocorre por meio de intensivista pediátrica via telemedicina, modalidade regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina. O hospital disse também que em apenas 20 dias de funcionamento, entre 11 e 30 de abril de 2026, a UTI Pediátrica registrou 24 admissões de pacientes críticos, mantendo ocupação progressiva dos leitos e encerrando o período com 100% da capacidade ocupada. Mesmo diante de um perfil assistencial de moderada e alta complexidade, a unidade registrou 12 altas hospitalares e nenhuma transferência externa, evidenciando que os pacientes atendidos tiveram acompanhamento e resolução clínica dentro da própria estrutura hospitalar. Ainda segundo o hospital, a gestão recebeu a equipe do MP com total transparência, apresentando informações técnicas, assistenciais e operacionais, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários.
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