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    MP abre inquérito para investigar concessão dos parques Villa-Lobos e Candido Portinari, de SP

    9 hours ago

    Portões fechados do Parque Villa Lobos na cidade de São Paulo, neste sábado (6), por conta do plano de restrição apresentado pelo governo do estado Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para investigar a concessão dos parques estaduais Villa-Lobos e Candido Portinari, na Zona Oeste da capital paulista. A apuração mira possíveis irregularidades envolvendo a exploração econômica dos espaços e a atuação de órgãos públicos na fiscalização do contrato. De acordo com a portaria assinada nesta segunda-feira (18) pelo promotor de Justiça Paulo Destro, há indícios de desvio da finalidade pública dos parques, com o uso intensivo para atividades comerciais. O documento cita a realização frequente de eventos privados que ocupam grandes áreas por períodos prolongados, muitas vezes mantendo controle de acesso aos visitantes. Para o Ministério Público, esses elementos podem indicar utilização dos parques para atividades predominantemente comerciais, em detrimento da função pública de lazer e convívio social. Área para piqueniques privados no parque Villa Lobos causa polêmica Outro foco da apuração é possível "prática de ato doloso de improbidade administrativa" envolvendo agentes da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). O órgão é responsável por fiscalizar o contrato de concessão, incluindo o acompanhamento das intervenções permanentes e provisórias nos parques. O contrato de concessão dos parques foi firmado em agosto de 2022 entre o governo estadual e a empresa Reserva Novos Parques Urbanos S.A., que assumiu gestão e direito de exploração econômica dos espaços por 30 anos. A investigação pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público foi aberta após representação enviada pela Associação dos Amigos de Alto de Pinheiros (Saap). O objetivo do inquérito civil é reunir provas para verificar se houve irregularidades e, ao final, decidir pelo ajuizamento de ação judicial ou arquivamento do caso. Espaço para piqueniques particulares dentro do Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo Divulgação Como primeiras medidas, o MP requisitou uma série de documentos e informações a órgãos públicos e à concessionária. A Reserva terá 30 dias para detalhar as receitas obtidas com patrocínios, locações de espaços e ativações de marca, além de explicar os critérios para restrição de fluxo de usuários e os impactos na utilização dos parques pela população. Já a Arsesp deverá fornecer cópias de processos fiscalizatórios, identificar os agentes responsáveis pelo acompanhamento do contrato, informar providências adotadas em casos de irregularidades e detalhar os critérios técnicos para a autorização de eventos privados. Também foram solicitados registros de reclamações de usuários à Ouvidoria e indicadores que avaliem se o equilíbrio entre a exploração econômica e a preservação do interesse público está sendo mantido. Também foram oficiados órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE), além de representantes da sociedade civil e autoridades municipais. Procurada, a concessionária Reserva Novos Parques Urbanos não quis se manifestar sobre a investigação. "Até o presente momento, não recebemos qualquer comunicação oficial ou notificação formal por parte das autoridades mencionadas. Dessa forma, não iremos nos manifestar sobre alegações cujo conteúdo desconhecemos", disse em nota. O g1 também procurou a Arsesp, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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