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    Morte de PM: intervalo de 29 minutos entre disparo ouvido por vizinha e pedido de socorro do marido é questionado pela família

    há 3 meses

    Intervalo entre barulho disparo e pedido de socorro é questionado pela família de PM baleada em SP O depoimento de uma vizinha de porta do casal é um dos fatos apontados pela família da policial militar Gisele Alves, baleada na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente‑coronel da PM Geraldo Neto, em São Paulo. Aos investigadores, a vizinha afirmou que, no dia do ocorrido, ouviu um estampido único e forte às 7h28. Assustada, ela disse que acordou e conferiu imediatamente o horário no celular. Mas a primeira ligação do tenente-coronel, pedindo socorro, foi feita às 7h57 da manhã, 29 minutos depois. Para a família da vítima, é necessário explicar o que aconteceu nesse intervalo. “Nesse espaço de tempo, Gisele ficou agonizando. O coronel tem que explicar isso. A família merece essa explicação.” A família da soldado também pede que o caso seja investigado como feminicídio. Versão do marido Em ligação aos serviços de emergência, o tenente-coronel afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. “Minha esposa se matou com um tiro na cabeça. Manda um resgate aqui agora, por favor”, disse ele no telefonema. Segundo o relato do oficial, o casal discutia o relacionamento e ele estava no banho quando ouviu um barulho. Ele afirmou que saiu do chuveiro, foi até a sala e encontrou a esposa caída no chão após o disparo. Cena considerada estranha por socorristas Bombeiros chegaram ao apartamento às 8h13 e conseguiram reanimar a policial. Ela foi retirada ainda com vida e levada para atendimento médico. Um dos socorristas, com 15 anos de experiência, afirmou em depoimento que decidiu fotografar a cena porque encontrou elementos incomuns. Segundo ele: a arma estava bem encaixada na mão da vítima, algo incomum em casos de suicídio; o sangue já estava coagulado; o cartucho da bala não foi encontrado; o tenente-coronel disse que estava no banho, mas estava seco e não havia água no chão. Cena do crime comprometida Laudos da Polícia Técnico-Científica indicaram que a cena do crime não foi preservada corretamente, o que impossibilitou determinar com precisão a dinâmica do disparo e quem efetuou o tiro. Imagens feitas no apartamento após o socorro mostram móveis fora do lugar, produtos de limpeza e panos espalhados pelo chão. Contatos após o disparo Entre as ligações feitas pelo tenente-coronel naquela manhã está um telefonema para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Kogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o advogado da família de Gisele, a presença do magistrado no apartamento também precisa ser esclarecida. Defesa Em nota, a defesa de Geraldo Neto afirmou que o oficial não é investigado, suspeito ou indiciado no processo e que tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações. Os advogados do desembargador disseram que ele foi ao local a pedido do tenente-coronel, como amigo, e que eventuais esclarecimentos serão prestados à polícia. Caso da PM morta em São Paulo. Fantástico Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Morte de PM em apartamento levanta dúvidas: laudos, câmeras e testemunha contradizem versão de suicídio Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.
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