Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Morte de capitã da PM e marido sargento preso: entenda o que se sabe e o que falta esclarecer

    9 hours ago

    Capitã da PM morta em BH: o que a investigação descobriu até agora A morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, é investigada pela Polícia Civil como feminicídio. A policial foi levada já sem vida pelo marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). O militar foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Segundo o boletim de ocorrência, Michele apresentava traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte profundo na cabeça. Para a equipe médica, a morte havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. A investigação reúne imagens de câmeras, depoimentos, perícias e o histórico do casal para esclarecer o caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Confira tudo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso: O que aconteceu? O que diz o sargento preso? O que mostram as imagens do prédio? Quais provas foram apreendidas? O que ainda falta esclarecer? O suspeito já tinha histórico de violência? Quem era Michele Leão Azevedo? Como a família descreve o relacionamento? O que decidiu a Justiça? O que disseram a PM e a defesa? Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso suspeito de matar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 Foto: Redes sociais O que aconteceu? Michele Leão Azevedo chegou morta ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (20), levada pelo próprio marido. Os médicos identificaram diversas lesões incompatíveis com uma morte natural e acionaram imediatamente a Polícia Militar. Eduardo Abner foi preso ainda no hospital. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O que diz o sargento preso? Em depoimento, Eduardo afirmou que o casal participou de uma confraternização na noite anterior, consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e, depois, manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. Segundo ele, Michele caiu da escada por volta do meio-dia, recusou atendimento médico, ambos dormiram durante a tarde e, somente à noite, ele percebeu que ela não respondia mais aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital. A versão é contestada pela investigação e será confrontada com os laudos periciais. O que mostram as imagens do prédio? Câmeras de segurança registraram o momento em que Eduardo sai do elevador carregando Michele nos ombros até a garagem do edifício. As imagens mostram o militar colocando o corpo da esposa dentro do carro antes de seguir para o hospital. Os vídeos fazem parte das provas analisadas pela Polícia Civil. Vídeo mostra sargento carregando corpo de capitã da PM até carro antes de ir ao hospital Quais provas foram apreendidas? Durante a ocorrência, policiais encontraram comprimidos semelhantes a ecstasy que, segundo a investigação, foram descartados pelo sargento em uma lixeira do hospital. O material foi apreendido para perícia. No apartamento, os peritos recolheram um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio, roupas de cama lavadas e ainda molhadas dentro da máquina de lavar, além do celular do sargento e do veículo utilizado para transportar Michele. Todo o material será analisado. O que ainda falta esclarecer? A principal dúvida da investigação é como Michele sofreu os ferimentos que provocaram sua morte e se eles são compatíveis com a versão apresentada pelo sargento. Os laudos do Instituto Médico-Legal e das perícias realizadas no apartamento, nos objetos apreendidos, nos comprimidos e nos aparelhos eletrônicos deverão ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos e confirmar ou descartar a versão do investigado. O suspeito já tinha histórico de violência? Sim. A Polícia Civil confirmou que Eduardo Abner possuía registros anteriores de violência contra a mulher. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira em 2016. Ela relatou agressões físicas, ameaças e o descumprimento de uma medida protetiva. O militar também foi preso por embriaguez ao volante em 2023 e recebeu sanções disciplinares ao longo da carreira. Quem era Michele Leão Azevedo? Michele tinha 41 anos e era capitã da Polícia Militar de Minas Gerais. Bacharel em Ciências Militares, atuava na corporação desde 2010. Também possuía especialização em Docência no Ensino Superior e formação complementar em Direitos Humanos. Familiares afirmam que ela era dedicada à profissão e ao filho. O velório e o sepultamento ocorreram nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte, em cerimônia restrita a familiares e amigos. Montagem mostra fotos da capitã da PM de Minas Gerais Michele Leão Azevedo, encontrada morta Arquivo pessoal Como a família descreve o relacionamento? Em depoimentos à polícia e entrevistas, familiares afirmaram que Michele vivia um relacionamento marcado por controle psicológico, ciúmes e sucessivas separações e reconciliações. O tio e um primo disseram que o sargento era uma pessoa "ciumenta e manipuladora" e relataram episódios em que ele teria invadido a casa da família à procura da capitã durante uma separação. A família cobra que a investigação esclareça completamente as circunstâncias da morte. LEIA TAMBÉM: Órgão ambiental de MG suspende operações da maior produtora de lítio do país Comandante da PM de MG trata morte da capitã Michele como 'violência doméstica e familiar' e defende polícia: 'Não vamos recuar' O que decidiu a Justiça? Na quarta-feira (22), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante do sargento em prisão preventiva. Ao tomar a decisão, o juiz considerou necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública. O processo tramita sob segredo de Justiça. O que disseram a PM e a defesa? Durante o velório, a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos, classificou o caso como um episódio de violência doméstica e familiar e afirmou que a corporação seguirá atuando no enfrentamento à violência contra as mulheres. Já a defesa de Eduardo Abner informou que acompanha as investigações, pediu que sejam aguardados os laudos periciais e afirmou confiar no devido processo legal. Os advogados sustentam que somente a conclusão da investigação permitirá esclarecer o que ocorreu e disseram que irão se manifestar no momento oportuno. O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (20), após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo Re Capitã da PM é enterrada em Belo Horizonte Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Após enfrentar guerra em Gaza, refugiada palestina ganha medalha de ouro na 1ª fase da Olimpíada de Matemática em SP
    Artigo Seguinte
    Nutricionista morreu após bater a cabeça em acidente com motorista embriagado, diz MP

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário