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    Moraes mantém prisão preventiva de desembargador investigado por vazamento de informações de operação policial no RJ

    23 hours ago

    Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado no inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, da Polícia Federal. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (3). Segundo a decisão, a investigação tramita em conjunto com o inquérito que apura a atuação de grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos. Para Moraes, a prisão do desembargador segue sendo "adequada, necessária e proporcional às circunstâncias do caso concreto". Macário está preso desde dezembro do ano passado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Macário, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o ex-deputado do RJ Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e outras 2 pessoas pelos crimes de obstrução de investigação envolvendo organização criminosa armada. O desembargador também foi denunciado pelo crime de violação de sigilo funcional. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ao analisar um pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, Alexandre de Moraes concordou com o parecer da PGR e rejeitou a solicitação. Desembargador Macário Judice Neto Reprodução A defesa argumentou que a investigação já havia sido concluída, que todas as provas estavam preservadas e que não havia risco à instrução processual ou possibilidade de fuga. Na decisão, porém, o ministro afirmou que permanecem os fundamentos que motivaram a prisão. Segundo Moraes, há "robustos indícios" de participação do investigado em ações voltadas à promoção de organização criminosa e à obstrução da Justiça. O magistrado também citou suspeitas de envolvimento em crimes como violação de sigilo funcional, fraude processual, favorecimento real e favorecimento pessoal. Moraes destacou ainda que o relatório final da investigação aponta a adoção de medidas para interferir nas apurações e ocultar eventual vínculo do investigado com o vazamento de operações policiais. Para o ministro, continuam presentes os riscos de fuga e de reiteração criminosa, o que justifica a manutenção da prisão preventiva. A investigação teve origem em procedimento encaminhado pela Polícia Federal ao STF em novembro de 2025. Entre os alvos citados nos autos está o então deputado estadual TH Joias, apontado pelos investigadores como pessoa com suposta proximidade com a cúpula do Comando Vermelho. Desembargador Macário Judice Neto Reprodução/ TV Globo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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