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    Moradores protestam contra esvaziamento da Barragem do Cipó; veja esclarecimentos sobre possíveis riscos

    há 2 meses

    Barragem do Cipó, em Caruaru, será descomissionada e descaracterizada após estudos técnicos apontarem risco elevado de colapso TV Asa Branca Moradores de áreas vizinhas à Barragem do Cipó, na zona rural de Caruaru, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (15) contra o esvaziamento do reservatório. Os manifestantes demonstram preocupação com possíveis riscos da operação e com a falta que a água pode fazer para famílias que vivem às margens da barragem e utilizam o recurso no dia a dia. Apesar disso, a Prefeitura de Caruaru informou em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (13), que a água é imprópria para consumo humano. De acordo com relatório da Agência Pernambucana de Águas e Clima, a barragem não operava para abastecimento, sendo utilizada apenas para regularização de vazão, embora moradores retirassem a água por conta própria. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A água do reservatório está sendo direcionada para o Rio Ipojuca, que atravessa áreas com presença de comunidades ribeirinhas. Em entrevista à TV Asa Branca, o engenheiro responsável pela obra, Kleber Lins, afirmou que o esvaziamento ocorre de forma controlada e não apresenta risco de alagamento. Segundo ele, não há possibilidade de aumento significativo do nível do rio nem de danos às comunidades próximas, já que o volume liberado é considerado baixo. O engenheiro acrescentou que foram realizados estudos técnicos e reuniões com a prefeitura, a Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). “Seguimos os trâmites legais e fazemos acompanhamento diário com voos de drones e equipes de campo para garantir que tudo ocorra dentro do previsto”, afirmou o engenheiro. Ainda de acordo com o engenheiro, o processo é monitorado continuamente e pode ser interrompido imediatamente caso seja identificado qualquer risco. Ele destacou que a vazão liberada é inferior à capacidade do leito do rio. Segundo a equipe técnica, o descomissionamento ocorre com vazão média de 4 metros cúbicos por minuto. O trabalho está no terceiro dia e deve durar entre 12 e 15 dias, com acompanhamento da APAC, da CPRH e da Defesa Civil. Após a retirada da água, será iniciada a etapa de descaracterização da barragem, que inclui a demolição do maciço. O material, estimado entre 39 mil e 40 mil metros cúbicos de solo, será utilizado na recomposição da área atualmente alagada. O projeto de descomissionamento foi apresentado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em reunião realizada no último dia 7. Na ocasião, o município detalhou os estudos e relatórios técnicos que embasaram a intervenção. De acordo com o MPPE, inspeções anteriores apontaram risco elevado associado à estrutura da barragem, o que motivou a adoção da medida. O histórico do caso inclui uma ação civil pública movida em 2023 após relatório da Agência Nacional de Águas indicar risco de rompimento. Em decisão de 2024, a Justiça determinou que o município adotasse medidas corretivas na estrutura no prazo de 180 dias. O g1 também questionou a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) sobre a qualidade da água e sobre qual sistema é responsável pelo abastecimento das residências próximas à barragem, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de Caruaru também não informou qual será a destinação da área após a conclusão das obras. Durante o protesto, os moradores ainda cobraram o pagamento de auxílio aluguel, que, segundo eles, está pendente desde a retirada de casas irregulares construídas nas proximidades da barragem, realizada há cerca de quatro anos. A prefeitura foi questionada, mas também não respondeu sobre o tema.
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