Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Moradores fazem abaixo-assinado para cobrar fim da falta de água em bairro e escola de Uiramutã

    19 hours ago

    Poço artesiano falha e deixa bairro e escola sem água em Uiramutã Moradores do bairro Baixada, no município de Uiramutã, no Norte de Roraima, elaboraram um abaixo-assinado para cobrar uma solução definitiva para a falta de água na região. O problema, que se estende por anos, afeta mais de 50 famílias e cerca de 500 alunos, além de servidores da Escola Estadual Joaquim Nabuco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A situação piorou em 21 de agosto deste ano, quando a bomba do único poço que atende o bairro quebrou. Técnicos da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) fizeram um reparo inicial no equipamento, mas depois descobriram que o problema real era outro: o poço havia secado. Sem soluções práticas, os moradores decidiram agir. Nesta quarta-feira (2), o grupo formalizou 167 assinaturas coletadas e enviou ofícios à Caer, ao Governo de Roraima, à Prefeitura de Uiramutã e à Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed). Eles exigem uma avaliação imediata e a construção urgente de um novo poço artesiano para abastecer a região. Os ofícios foram enviados individualmente ao diretor-presidente da Caer, James Serrador, ao governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), ao prefeito de Uiramutã, Tuxaua Benisio (Rede), e à secretária de Educação, Ana Célia de Oliveira Paz. O que diz o poder público Em nota, a prefeitura do Uiramutã disse que a seca em Roraima tem afetado o abastecimento de água na Escola Estadual Joaquim Nabuco e no bairro Baixada. Segundo a gestão, um caminhão-pipa disponibilizado pela Caer realiza o abastecimento no local como medida emergencial. Informou também que solicitou ao governo do estado a perfuração de novos poços artesianos como medida para solucionar o problema de forma definitiva e pediu que a população faça uso racional da água e evite desperdícios até a normalização do abastecimento. Questionado pelo g1, o governo de Roraima alegou que a Caer tem reforçado o abastecimento de água no município por meio de medidas emergenciais, devido à estiagem. Segundo a companhia, um caminhão-pipa foi enviado ao município para atender a população e a Escola Estadual Joaquim Nabuco, enquanto uma equipe técnica realiza estudos para a perfuração de um novo poço. A Caer também informou que uma licitação para a construção de 35 novos poços no estado está suspensa por decisão judicial. A paralisação ocorreu após uma empresa que participou da disputa entrar com um mandado de segurança, instrumento usado para contestar na Justiça uma possível ilegalidade. Já a Seed informou que emprestou contêineres e caixas d’água para auxiliar no abastecimento da escola estadual. Bomba que distribui água no bairro Baixada, em Uiramutã, não funciona de forma adequada há anos. Reprodução Água comprada e falta de estrutura Sem água nas torneiras, segundo os moradores, o poder público passou a enviar caminhões-pipa de forma emergencial. A medida, no entanto, não atende a todos os que vivem no bairro e muitas casas não possuem caixas-d'água para guardar o volume recebido. Para não ficar sem o recurso básico, quem pode, paga até R$ 80 por um abastecimento particular. O valor é considerado inviável para grande parte da vizinhança. O representante dos moradores, Fábio de Souza e Souza, explica que a população ficou sem água por quase uma semana e precisou "correr atrás do recurso de qualquer maneira". As dificuldades, no entanto, são constantes. "Moro a menos de 50 metros do poço e, mesmo quando ele funciona, preciso ligar um motor elétrico em casa para puxar a água de tão fraca que é a pressão. Imagine quem mora no alto da ladeira", relata Fábio. Escola sem aulas A Escola Estadual Joaquim Nabuco também enfrenta o colapso. Com a cisterna principal vazia, a gestão da unidade conseguiu duas caixas-d'água emprestadas para tentar manter as aulas. A água chega até a escola com a ajuda de moradores que possuem caminhonetes e fazem vaquinhas para o abastecimento particular. Um pai de dois alunos, que preferiu não se identificar, teme que o problema prejudique o andamento do ano letivo. "Num dia que não tem água, não tem aula. Queria que as lideranças tomassem alguma providência para acabar com isso", desabafa. Ele relata que a precariedade afeta as crianças tanto dentro quanto fora de casa. "Eu fico preocupado com isso, porque já nos nossos bairros aqui que não tem água, aí chega na escola, o aluno vai pra escola e não tem água. Aí eles são obrigados a voltar pra casa", lamenta o morador. Escola Estadual Joaquim Nabuca, em Uiramutã (RR), sofre com a falta de água por má distribuição. Arquivo pessoal Problema que se estende A escassez de água no bairro Baixada já era de conhecimento do Governo de Roraima. Documentos apontam que, em abril de 2025, a direção da escola pediu a perfuração de um poço próprio. Na época, a gestão alertou que a população local estava crescendo e o abastecimento existente seria insuficiente. O ofício passou pela Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), pela Seed e chegou à presidência da Caer. No entanto, nenhuma obra foi executada. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Ministério Público da Bahia abre vagas de estágio para graduados em Direito; bolsa é de R$ 2,2 mil
    Artigo Seguinte
    Inscrições para quarta edição da Mostra Curta Bauru são prorrogadas; premiações chegam a R$1,5 mil

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário