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    Morador de Curitiba que está na Venezuela visitando família relata corrida por comida e medo após ataques dos EUA

    1 week ago

    Aeronaves são vistas voando baixo durante explosões em Caracas O ataque de larga escala realizado por forças estadunidenses contra a Venezuela motivou uma corrida da população em busca de comida e outros itens, conforme Francisco Rodriguez , morador de Curitiba que está na Venezuela. "As pessoas estão comprando comida, estão com esse medo de falta de comida, falta de energia elétrica, falta de internet... Atualmente, o povo venezuelano está com essa expectativa do que vai acontecer a partir de agora", afirma. O ataque foi na madrugada deste sábado (3) e a confirmação foi feita em uma rede social pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ainda que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado. Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Depois de sete anos longe do país, Francisco viajou para o interior da Venezuela para passar o Natal com a família. Foi um dos familiares que ligou para ele avisando do que estava acontecendo em na capital venezuelana. "Comecei a tentar acompanhar a informação pelo noticiário, no jornal, pela internet, e nos grupos das amizades que tenho em Caracas. [...] Agora, todo o processo está mais controlado, está mais tranquilo", conta. O incêndio atinge Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. STR / AFP LEIA MAIS SOBRE O ATAQUE: Operação: Maduro foi capturado por 'tropa de elite' do exército dos EUA Repercussão: Colômbia, Irã e Rússia condenam ataque; Milei comemora Imagem: Trump divulga foto de Maduro vendado e algemado após captura Curitiba é a cidade que mais recebeu migrantes venezuelanos Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu venezuelanos por meio da Operação Acolhida – coordenada pelo Subcomitê Federal de Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade. Entre abril de 2018 e novembro de 2025, foram 8.930 migrantes venezuelanos acolhidos na capital paranaense por meio da operação. Entre os estados brasileiros, o Paraná é o terceiro com maior população venezuelana. Os migrantes relatam um sentimento de apreensão ao acompanhar as notícias sobre o ataque. Alexandre Figueroa, venezuelano que mora em Maringá, no norte do Paraná, afirma que a ansiedade é o principal sentimento neste contexto, em especial por não saber o que pode acontecer. "Extremamente ansioso, sobretudo eu acho que essa é a palavra: ansiedade, porque queremos ver que acabou tudo, mas aparentemente ainda está tudo acontecendo, tudo pode acontecer, não sabemos se vai ter um próximo ataque, onde que vai ser... Queremos que seja um final feliz", desabafa. 'Incerteza pesa no ar': Migrantes venezuelanos que vivem no Paraná relatam preocupação após notícias sobre ataque dos EUA VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.
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