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    Missa de 7º dia de estudante de medicina morto em briga de trânsito reúne estudantes, amigos e familiares em Taubaté

    há 17 horas

    Missa de 7º dia de Bruno Hashimura Gabriel Guimarães/TV Vanguarda Estudantes, amigos e familiares de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, se reuníram na missa de 7º dia da morte do estudante, feita nesta quarta-feira (7) em Taubaté. Bruno foi morto a tiros na manhã de quarta-feira (30), após uma discussão de trânsito na Avenida do Povo, em Taubaté. O suspeito é o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, que está preso. O grupo se reuniu no Santuário de Santa Terezinha, na região central de Taubaté, para a missa das 19h. Vestidos de branco, familiares, estudantes e amigos caminharam cerca de 800 metros a pé até o local onde Bruno foi assassinado. Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão no trânsito em Taubaté Reprodução No local do homicídio, o grupo fez um momento de oração, homenagens e uma ação com balões brancos em memória do estudante. Leia também: ‘É o começo da Justiça’, diz mãe após prisão de bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em SP VÍDEO: Bombeiro que matou estudante de medicina a tiros em Taubaté é preso em SP Bombeiro acusado de matar estudante após discussão no trânsito é denunciado pelo MP-SP por homicídio qualificado Bombeiro acusado de matar estudante de medicina em briga de trânsito em Taubaté se apresenta em quartel em SP, diz defesa Missa de 7º dia de Bruno Hashimura Gabriel Guimarães/TV Vanguarda Prisão O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, que matou a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (7), em São Paulo. Imagens exclusivas feitas pelo repórter Pedro Melo e pelo cinegrafista William Almeida, da TV Vanguarda, mostram o momento em que Marcos chega na delegacia em um carro do Corpo de Bombeiros, desce do veículo e caminha até a delegacia, localizada na região da Casa Verde, ao lado do 13º Distrito Policial. Bombeiro que matou estudante de Medicina chega a presídio militar em SP A apresentação na delegacia ocorre para dar continuidade ao processo na esfera civil. Depois, a previsão é que Marcos seja encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. Marcos havia sido detido na noite de terça-feira (6) em um quartel do Corpo de Bombeiros na capital paulista. Ele é alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça de São Paulo. Em nota, a defesa de Marcos disse que "adotará todas as providências cabíveis, observando rigorosamente as formalidades, os prazos e as garantias asseguradas no curso do processo, oportunidade em que exercerá plenamente o contraditório e a ampla defesa". Estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano corre após ser baleado por bombeiro em Taubaté Reprodução "A Defesa esclarece, ainda, que Marcos encontra-se à disposição das autoridades competentes, tendo se apresentado perante a autoridade policial na Capital, de onde foi encaminhado ao estabelecimento prisional militar competente, permanecendo à disposição da Justiça. Neste momento, a Defesa manterá postura de respeito às instituições e ao regular andamento processual, reservando-se a apresentar suas manifestações e teses defensivas nos autos e nos momentos processuais adequados, com fundamento nos elementos de prova que integram o procedimento", diz a nota. Por fim, o escritório afirmou que "continuará acompanhando integralmente o caso e prestará os esclarecimentos públicos que se mostrarem pertinentes, sem prejuízo da preservação da estratégia defensiva e das garantias legais do acusado". Estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté. Arte g1 Relembre o caso Bruno era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau). Ele estava dirigindo quando se envolveu em uma discussão de trânsito com o bombeiro. Um vídeo mostra Bruno correndo pela rua logo depois de ser baleado. Segundo a polícia, foram feitos de quatro a cinco disparos. Bruno foi atingido, correu por alguns metros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma testemunha ouvida pela polícia apresentou uma versão diferente da relatada pela defesa do bombeiro sobre o que aconteceu antes dos tiros. Segundo o depoimento, o bombeiro desceu do carro e começou a gritar com Bruno. Depois, teria dado três cotoveladas no vidro do veículo até quebrá-lo. Na sequência, teria efetuado os disparos. Ainda de acordo com a testemunha, Bruno permaneceu dentro do carro, com os vidros fechados, e não teria discutido ou feito nenhum movimento para sair do veículo. No carro de Bruno, a polícia apreendeu um canivete. Bruno Hashimura San Juliano Reprodução O que diz a defesa O advogado Claudio Rodrigues, que defende o bombeiro, apresentou outra versão para o que aconteceu. Segundo a defesa, o primeiro contato entre os dois ocorreu ainda no túnel de entrada de Taubaté. O estudante teria xingado e ameaçado a esposa de Marcos com um objeto que parecia ser uma arma. Os dois teriam se encontrado novamente pouco depois, na região da Avenida do Povo, quando os carros pararam em um semáforo. A defesa afirma que o bombeiro, que também é policial militar, desceu do veículo armado e se identificou como policial para abordar Bruno. Segundo o advogado, o militar teria feito isso por temer uma possível abordagem ou assalto. Ainda de acordo com a defesa, quando Marcos se aproximou do carro, o vidro teria estourado e Bruno teria voltado a fazer ameaças. O advogado afirma que foi neste momento que o bombeiro efetuou os disparos. A investigação ainda busca esclarecer a dinâmica da discussão e o que aconteceu nos momentos que antecederam os tiros. O Corpo de Bombeiros lamentou a morte de Bruno. A corporação informou que o militar está em licença sem vencimentos e não exercia funções na região do Vale do Paraíba. A investigação continua. Justiça concede liberdade provisória para bombeiro Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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