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    Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália

    há 3 meses

    Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois de o país proibir que as plataformas permitam menores de idade, segundo dados do setor. O resultado levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade. O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro. Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters. 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição 'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Adolescente com celular BBC/Getty Images Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo. O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda. "Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição", disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro. Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões. Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais. Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade... enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”.
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