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    'Mercado ilegal de canetas é até cinco vezes maior que o formal', diz vice-presidente da EMS

    há 6 horas

    O mercado informal de canetas análogas de GLP-1 —categoria que inclui medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro— pode ser até cinco vezes maior do que o mercado formal da indústria farmacêutica no Brasil, segundo estimativa apresentada pela EMS durante coletiva realizada nesta terça-feira (26), após a aprovação de sua própria versão de semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A avaliação foi feita pelo vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, ao comentar o cenário atual dos medicamentos usados para diabetes tipo 2 e obesidade. Segundo o executivo, a forte procura pela substância nos últimos anos estimulou a formação de um mercado paralelo abastecido por produtos contrabandeados e por versões manipuladas comercializadas fora das condições exigidas para medicamentos registrados. Na avaliação da empresa, a quantidade de unidades que circulam nesse mercado informal supera amplamente o volume vendido pela indústria farmacêutica regularizada. Empresa critica produtos sem registro Durante a coletiva, Sanchez afirmou que a EMS não vê problema na entrada de novos concorrentes no setor, desde que todos estejam submetidos às mesmas exigências regulatórias. Segundo ele, parte dos produtos vendidos atualmente como alternativas à semaglutida industrializada chega ao consumidor sem passar pelo mesmo processo de avaliação de qualidade, eficácia e segurança exigido pela Anvisa para medicamentos registrados. O executivo também criticou a comercialização de produtos oriundos de outros países sem autorização para venda no Brasil. Ele citou o caso do Paraguai, onde existem versões legalmente comercializadas de semaglutida sob as regras locais, mas ressaltou que a aprovação em outro país não autoriza automaticamente a importação ou venda do produto em território brasileiro. Concorrência pode reduzir espaço do mercado paralelo Para a EMS, a ampliação da oferta de medicamentos registrados tende a reduzir a procura por alternativas irregulares. Segundo Sanchez, parte do crescimento do mercado paralelo ocorreu em um contexto de forte demanda pelos medicamentos à base de semaglutida e de limitações de oferta. Na avaliação da companhia, a chegada de novos fabricantes e o aumento da concorrência devem contribuir para uma maior formalização do setor. A farmacêutica recebeu nesta terça-feira o registro do Ozivy, primeira semaglutida aprovada pela Anvisa após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil. A empresa afirma que o medicamento deverá chegar às farmácias em até 30 dias e terá preço cerca de 30% inferior ao do Ozempic.
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