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    Menina de 14 anos morre menos de 24h após passar mal no litoral de SP; suspeita é de meningite

    7 hours ago

    Alice Galera Hidalgo, de 14 anos, morreu em Praia Grande Arquivo Pessoal Uma adolescente, de 14 anos, morreu com suspeita de meningite em Praia Grande, no litoral de São Paulo. De acordo com a família, Alice Galera Hidalgo acordou passando mal e, em menos de 24h, morreu em um pronto-socorro. Ao g1, os pais afirmaram que a menina deixou um legado de amor. Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que tomou conhecimento sobre a suspeita de meningite com outras duas possibilidades de doenças. “A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) aguarda o resultado do laudo para saber exatamente a causa da morte”, afirmou a pasta, que iniciou uma série de ações preventivas (veja mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A escola Fortec, onde Alice estudava no 9º ano, lamentou a morte e informou que acompanha as orientações dos órgãos de saúde competentes para colaborar com as medidas necessárias. Ao g1, os pais de Alice contaram que a filha era uma jovem saudável e ativa. “Ela fazia academia, estava sempre ativa. Ia para a escola, tudo normal, não tomava nenhum remédio”, ressaltou o terapeuta Anthony Hidalgo, pai da adolescente. De acordo com ele, a menina passou a ter sintomas somente na sexta-feira (8), quando acordou com dor de cabeça, febre, enjoo e vômitos. A família levou a garota ao pronto-socorro do convênio particular, mas Alice perdeu os sentidos e teve a morte constatada. “Tudo aconteceu em um dia [...]. Em menos de 24 horas, tudo aconteceu, os sintomas, os acontecimentos, até o óbito”, lamentou o pai. Cronologia De acordo com a família, Alice passou os últimos dias de vida sem sintomas de qualquer doença. Uma semana antes, inclusive, a garota havia passado o dia com o pai em uma praia de Peruíbe, onde andou de barco. "Voltamos para casa e foi uma semana normal”, afirmou o terapeuta, acrescentando que Alice reclamou apenas de dor de garganta na segunda-feira (4), mas foi medicada e logo melhorou. A jovem passou a ter sintomas somente na sexta-feira (8), quando acordou para ir à escola com febre, dor de cabeça e vômitos. Ela foi levada ao pronto-socorro, onde tirou sangue para exames, recebeu medicação e foi liberada. Alice era muito amada pelos pais Fabíola e Anthony Arquivo Pessoal “Eles deram uma medicação padrão, protocolo padrão, que seria para quem está com uma virose, ou alguém que comeu alguma coisa e acabou não se sentindo bem”, relembrou Anthony, que acompanhou a filha na consulta médica e também não desconfiou de um quadro mais grave. O pai contou que Alice apresentou uma melhora e foi para casa, onde dormiu durante a tarde. No período noturno, porém, a adolescente passou a ter diarreia constante e foi levada mais uma vez ao PS. De acordo com os familiares, já na unidade de saúde, os profissionais afirmaram que a jovem estava desidratada e com a pressão baixa, encaminhando-a para tomar soro. Segundo Anthony, a filha chegou a aparentar uma melhora e foi levada para receber medicação e realizar novos exames. Durante o atendimento, porém, o terapeuta passou a notar sintomas diferentes. “Por exemplo, o sangue dela muito grosso e, naquele momento em que ela estava tirando sangue, estava tendo meio que uns tiques na boca”, relembrou o homem. Ele contou que questionou a equipe de enfermagem, mas foi informado de que os sintomas eram normais devido ao quadro de desidratação. Segundo o pai, não foi possível tirar o sangue da garota e, ao mesmo tempo, ela foi ficando mais fraca. "Nisso eu vi que ela foi perdendo um pouco ali a lucidez naquele momento. E, em dado momento, a enfermeira foi falar com ela e não respondeu”, explicou. Segundo o pai, a menina passou a vomitar e perdeu a consciência. A equipe iniciou os procedimentos de reanimação e a garota foi levada para uma sala de emergência, onde o pai não teve acesso, na madrugada de sábado (9). “Dali ela já não saiu mais com vida”, lamentou. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), em Santos, para exames sobre a causa da morte. Anthony disse que a família não recebeu um comunicado oficial sobre a hipótese de meningite até o contato da Secretaria Municipal de Saúde de Praia Grande na segunda-feira (11), quando ele e a esposa foram informados sobre a suspeita da doença e orientados sobre as medicações de prevenção. Legado Mãe da jovem, a personal trainer Fabíola de Oliveira Galera, de 42 anos, contou que a filha era alegre, brincalhona, carinhosa, inteligente, companheira e caseira, além de vaidosa. "Ela se maquiava, fazia as unhas dela, pintava o próprio cabelo, cuidava do corpo treinando musculação, cuidava da pele”, afirmou, pontuando que a garota tinha o desejo de trabalhar na área da estética. Família sofre a perda de Alice, de apenas 14 anos Arquivo Pessoal A personal contou que a filha adorava assistir a séries, sair com as amigas da escola e viajar, além de aconselhar até a própria mãe. “Ela era muito evoluída, nem sei explicar”, disse Fabíola. Para ela, a menina representava o amor de Deus. “Ela era luz, ela era paz, ela era alegria, ela era a felicidade em todos os momentos”, afirmou a mãe, dizendo que a garota se amava em primeiro lugar. "Eu sempre falei para ela isso: 'Você tem que se amar em primeiro lugar porque Deus habita em você'. Então, a gente tem que que se amar em primeiro lugar, porque quando a gente se ama, a gente transborda o amor e ela transbordava o amor”, relatou Fabíola, agradecendo os 14 anos que passou ao lado da filha. “É o legado do amor. É o que eu e o Anthony queremos transmitir a todas as pessoas a partir de agora e até quando a gente puder transmitir através dela”, finalizou. Prevenção Em nota, a Prefeitura de Praia Grande disse que, apesar da meningite não ter sido confirmada, deflagrou uma série de ações preventivas na segunda-feira (11), incluindo a busca ativa de contactantes e a medicação dos familiares. Segundo a administração municipal, a equipe da prefeitura também entrou em contato telefônico com a escola e agendou uma reunião com a equipe escolar e familiares dos alunos para orientar sobre a importância da vacinação, além de orientar sobre higiene pessoal e compartilhamento de objetos. “A Vigilância Epidemiológica segue monitorando a ocorrência e está em contato com a família, prestando todas as orientações necessárias”, declarou o município, acrescentando que registrou cinco casos de meningite neste ano, mas nenhum óbito foi confirmado pela doença até o momento. Escola Em nota, a Fortec informou que está acompanhando toda a situação com muita responsabilidade. “Desde o início, a equipe da escola está em contato direto com os órgãos competentes, incluindo a Vigilância Epidemiológica de Praia Grande, e todas as orientações recebidas estão sendo rigorosamente seguidas”. A unidade escolar informou que entende a preocupação das famílias e, caso exista qualquer necessidade de medida adicional, os responsáveis serão comunicados imediatamente. “Neste momento, as aulas seguem normalmente e o ambiente escolar continua sendo monitorado com atenção e cuidado para garantir a segurança de todos os alunos e colaboradores”. Meningite O g1 preparou um vídeo explicando o que é meningite e como se proteger da doença. Confira: Meningite: o que é e como se proteger VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos
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