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    Mendonça rebate Gilmar, diz que levantamento de sigilo não partiu dele e nega vazamentos no caso Master

    15 hours ago

    Gilmar diz que Fux fez ajuste prévio com Mendonça O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma nota nesta quinta-feira (17) rebatendo as declarações de Gilmar Mendes, decano da Corte, sobre a decisão de levantar o sigilo de processos no caso Master, sob relatoria dele, e de supostos "vazamentos" no processo. Sem citar Gilmar, Mendonça disse que "jamais transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável". Mais cedo, o decano fez uma publicação nas redes sociais na qual defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que o relator do caso, Mendonça, teria fins "político-eleitorais" com a divulgação de informações que citam Gonet. Ele também chamou o colega de "pixuleco eleitoral". As manifestações nesta quinta (17) representam mais um episódio dos embates entre ministros da Corte envolvendo a condução do caso Master. Durante o julgamento do relatório da Polícia Federal (PF) que citou Alexandre de Moraes, Mendonça e Gilmar protagonizaram diversos confrontos (relembre mais abaixo). Gilmar Mendes e André Mendonça Rosinei Coutinho/STF O que disse Mendonça Na nota, o ministro afirmou que a pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu dele, relator. "Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos". "O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação", prosseguiu. Mendonça também negou qualquer comentário sobre tolerância com vazamentos, e afirmou que determinou apuração de toda divulgação indevida no curso da investigação, inclusive, com uma fase específica sobre vazamentos ligados a um servidor da PF. "Chama a atenção, ainda, que a preocupação com a exposição alheia se manifeste de forma seletiva, logo após a requisição de acesso ao aparelho celular de investigado e a divulgação, na imprensa, de conversas de toda ordem que constrangem, coincidentemente, apenas ministros de entendimento diverso", pontuou Mendonça. Ele afirmou ainda: "Se há uso indevido da publicidade nesta Corte, ele não está na decisão publicada e fundamentada nos autos, sujeita à impugnação e escrutínio pelas vias ordinárias, mas na tentativa de constrangimento dirigido a pares, com insinuações de que determinados conteúdos poderão ou não vir a público conforme o rumo de certos julgamentos". - Esta reportagem está em atualização.
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