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    Mato Grosso adere à proposta do governo para conter alta de preços do diesel importado

    há 2 meses

    Mato Grosso adere à proposta do governo para conter alta de preços do diesel importado Reprodução O governo de Mato Grosso comunicou nesta terça-feira (31) que pretende aderir à proposta do governo federal para conter a alta de preços do diesel importado. A medida prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, com divisão igual entre União e estados. Essa movimentação acontece no momento em que a guerra no Irã gera impactos na economia, especialmente sobre os combustíveis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para Mato Grosso, o custo estimado será de aproximadamente R$ 100 milhões nesses dois meses, segundo a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz). "A ação é uma contribuição do estado na tentativa de conter os impactos da guerra nos preços dos combustíveis e seus reflexos na economia", diz trecho do comunicado. Segundo a Sefaz, o estado naõ tem condições de estender essa medida além dos 60 dias previstos. “Caso seja necessária a prorrogação, a União deverá assumir integralmente o custo da política, já que se trata de uma decisão de âmbito nacional e que impacta todos os estados", disse. A proposta veio à tona após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar que a medida está sendo viabilizada e que tenta convencer todos os estados na adesão. O que é a proposta? Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel para conter a alta dos preços. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte. O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel. A iniciativa se soma a outras ações já adotadas pelo governo federal, como a isenção de PIS/Cofins e a subvenção de R$ 0,32 por litro já concedida pela União.
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