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    Mandato no conselho de paz de Gaza será de 3 anos ou vitalício para quem doar US$ 1 bilhão, diz agência; Lula foi convidado

    9 hours ago

    Lula é convidado por Trump para integrar 'conselho de paz' em Gaza Integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (17) exercerão um mandato de três anos ou poderão ter cargos vitalícios caso paguem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo. As informações estão no projeto de estatuto do conselho ao que a agência de notícias Reuters teve acesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado por Trump para integrar o conselho, ao lado de líderes e ex-líderes mundiais e integrantes do governo dos EUA (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ O Conselho de Paz de Gaza é parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino, que prevê um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e o Hamas. Ainda segundo o projeto visto pela Reuters, a minuta de carta enviada a cerca de 60 países pelo governo dos EUA exige que os membros contribuam com US$ 1 bilhão em dinheiro para que sua participação dure mais de três anos. "Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente", afirma o documento, segundo a Reuters. "O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano". No sábado (17), uma reportagem da agência de notícias Bloomberg mencionava a taxa de US$ 1 bilhão. A Casa Branca negou e afirmou que não existe taxa mínima de adesão para integrar o “Conselho da Paz”. “Isso simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade”, disse a Casa Branca em publicação na rede social X. Trump anunciou a criação do conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. "Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais. Lula convidado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do chamado "conselho da paz" para Gaza. Lula ainda não aceitou o convite. Lula só deve avaliar se aceita ou não participar do conselho na próxima semana, segundo fontes com conhecimento sobre o assunto. Além disso, o governo brasileiro só deve se manifestar oficialmente sobre o convite do presidente norte-americano após Lula decidir se deve ou não aceitá-lo. 🌎 Também neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou ter sido convidado. Ao compartilhar uma imagem da carta-convite, Milei escreveu no X que será "uma honra" acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. 👉🏽 Os outros integrantes convidados são: o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. Já o presidente americano vai presidir o órgão. Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como "fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital". O presidente norte-americano também designou nesta sexta-feira o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas. O que está em jogo para Lula? Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. Ricardo Stuckert/Presidência da República Desde o início do conflito, em outubro de 2023, Lula tem reiterado críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro defende um cessar-fogo imediato e a criação de um Estado palestino. A posição, registrada em discursos, entrevistas e manifestações em fóruns internacionais, se choca com o convite feito por Trump, apoiador de Israel. Esse histórico de declarações pode colocar Lula em uma situação diplomática delicada diante do convite de Trump. Caso aceite integrar o conselho de paz, o presidente brasileiro poderá ser cobrado por coerência com as críticas que fez ao papel de Israel em Gaza, uma vez que a iniciativa é conduzida pelos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense. Além disso, o conselho não está vinculado diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum que o Brasil costuma defender como central para a mediação de conflitos. 👉🏽 Por outro lado, uma eventual recusa ao convite também pode gerar custos diplomáticos. Trump preside o colegiado e tem buscado apoio internacional para legitimar a iniciativa. Lula pode desagradar o presidente norte-americano ao não aceitar o convite – de quem ensaia aproximação desde as negociações do tarifaço para produtos brasileiros exportados para os EUA. Além disso, setores da comunidade internacional podem criticar o Brasil caso o país se recuse a integrar um fórum voltado à reconstrução de Gaza, especialmente diante do discurso histórico do governo brasileiro de defesa do multilateralismo, da paz e da mediação diplomática.
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