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    Mais de um ano após mudança, prédio que sediava Centro POP segue sem uso em Rio Branco

    16 hours ago

    Antigo prédio do Centro Pop se torna abrigo para pessoas em situação de rua Após mais de um ano da mudança, o prédio onde funcionava o Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), no Centro de Rio Branco, segue sem uso. De acordo com denúncias obtidas pela Rede Amazônica Acre, a estrutura está deteriorada e serve de abrigo para pessoas em situação de rua que circulam pela região. No ano passado, em maio, a prefeitura deslocou o funcionamento do órgão para um novo endereço, no Conjunto Castelo Branco. A mudança ocorreu em meio a protestos de moradores de bairros próximos ao local escolhido. (Relembre mais abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Imagens feitas pela reportagem mostram pichações, acúmulo de entulho e paredes danificadas na antiga sede do centro. Também é possível perceber a entrada e saída de pessoas na propriedade ao longo do dia. Prédio sem utilização acumula entulho Reprodução/Rede Amazônica Acre Em nota, a prefeitura informou que o espaço era cedido ao município e que após a mudança o imóvel foi devolvido ao Tribunal de Justiça do Acre, proprietário da localidade. O TJ-AC informou que sobre o imóvel, localizado ao lado do Palácio da Justiça, e diante da definição de novas necessidades institucionais, foi elaborado um projeto para a readequação do espaço, que passará a dar suporte às atividades do palácio da justiça. (Confira a íntegra da nota mais abaixo) LEIA MAIS Sob protestos, nova sede do Centro POP é definida pela Prefeitura de Rio Branco; aluguel ultrapassa R$ 6 mil Em audiência, secretário de Direitos Humanos e líder comunitário batem boca sobre a mudança do Centro POP: 'mentiroso' Segunda onda de frio: Mais de 200 cobertores são entregues para pessoas em situação de rua em Rio Branco "O projeto já foi analisado e aprovado pela Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), etapa necessária em razão das características do imóvel. Atualmente, o processo encontra-se em tramitação na Prefeitura de Rio Branco para obtenção das licenças e aprovações urbanísticas. Somente após a conclusão dessa fase o Poder Judiciário poderá iniciar a execução da obra", citou a resposta. Antiga sede do Centro Pop está deteriorada em Rio Branco Reprodução/Rede Amazônica Acre Impasse do Centro POP Em abril do ano passado, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) de Rio Branco iniciou os estudos para mudar o Centro POP, que funcionava no Centro da capital acreana, para outro endereço. Conforme a pasta, a troca de endereço era necessária porque a estrutura do prédio não conseguia mais fazer os atendimentos, além das constantes reclamações de comerciantes sobre vandalismo e furtos na região. A Sasdh afirmou fazer estudos para avaliar para onde o espaço deveria ser transferido. Um dos locais era a região da Baixada da Sobral. O secretário João Marcos Luz ainda citou que a mudança poderia ser feita para a região do Bosque, Floresta ou Castelo Branco. O local foi definido e um contrato de aluguel de R$ 6,2 mil mensais foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), porém, sem revelar o local. A mudança iniciou no mesmo dia, no Conjunto Castelo Branco. Ainda na fase de estudos, quando a prefeitura evitava confirmar o novo endereço, os moradores da Baixada da Sobral começaram a manifestar insatisfação com a possibilidade -- que acabou se concretizando -- da chegada do Centro POP. O comerciante Afonso Gomes tem um comércio na região e achava inadequada a decisão. No dia 16 de maio, um protesto contra a mudança de endereço fechou o trânsito na entrada de uma ladeira na Rua Bola Preta, bem próximo da nova sede do centro. Três dias depois, os manifestantes fecharam a Rua Rio de Janeiro, no bairro Mascarenhas de Moraes, vizinho ao Castelo Branco e à Baixada. Até essa data, a prefeitura ainda não confirmava a nova localização, e afirmava avaliar possíveis imóveis. Mesmo sob protestos e críticas, a alteração foi mantida e o Centro POP segue em novo endereço. Conforme a secretaria, o centro atende cerca de 600 pessoas por dia. Situação de vulnerabilidade O Acre tinha 557 pessoas vivendo em situação de rua até o mês de outubro do ano passado segundo um estudo produzido pelo programa Polos de Cidadania, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento mostra que a capital Rio Branco abriga 481 destes moradores. Ainda segundo o estudo, tanto estado quanto capital ficam na 25ª colocação em cenário nacional quanto ao total de moradores em situação de rua, à frente de Tocantins e Amapá e suas capitais. Esse é o maior índice atingido pelo Acre desde início do levantamento, em 2018. Naquele ano, cerca de 182 pessoas viviam na ruas. Com isso, o numero representa um aumento de 32,6%. Reveja os telejornais do Acre
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