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    Mais de 50 armas desaparecem de delegacia na Grande SP; Corregedoria da Polícia Civil apura sumiço

    3 months ago

    Delegacia de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo Reprodução/Google Maps Mais de 50 armas desapareceram do cofre da Delegacia de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo registros internos, ao menos 52 pistolas e revólveres, apreendidos entre 2011 e 2021 e ligados tanto a criminosos quanto a policiais envolvidos em ocorrências, simplesmente sumiram do setor onde aguardavam perícias obrigatórias. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (25) pelo g1 e pela GloboNews. Até a última atualização desta reportagem as armas não haviam sido encontradas ou recuperadas. Procurado para comentar o assunto, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que "a Corregedoria da Polícia Civil já foi acionada para investigar o sumiço das armas e como isso aconteceu". Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou por meio de nota, a Corregedoria abriu um inquérito policial e um procedimento administrativo preliminar para apurar os fatos. Também foram "solicitadas perícia técnica, análise de livros obrigatórios e oitivas de policiais". Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a pasta da Segurança, "as investigações seguem sob sigilo para identificar os responsáveis" pelo sumiço das armas "e localizar o material." O caso veio à tona depois que a própria delegacia registrou um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento. Embora o documento cite 52 armas, o secretário afirmou que o número ainda é preliminar. “O BO informa esse número, mas ainda não temos o número exato”, explicou ele, que aguarda um levantamento completo para saber o total de armas sob custódia e o que ainda resta no cofre. Corregedoria apura A Corregedoria agora apura se houve negligência nas vistorias e por que a falta do armamento não foi detectada antes. Entre os itens sumidos, há pistolas e revólveres em perfeitas condições de uso, incluindo calibre .38, frequentemente empregado por criminosos, e .40, padrão utilizado por policiais. Nico acrescentou que a delegacia está realizando um inventário interno para rastrear o destino das armas. “Está sendo feita uma auditoria interna também na delegacia. O relatório ainda não ficou pronto.” Fontes da segurança pública classificam o caso como “gravíssimo”, e investigadores trabalham com a hipótese de que parte do arsenal possa ter sido desviada para o crime organizado. Um dos episódios que levantaram suspeita ocorreu no ano passado, quando policiais apreenderam uma pistola usada em um crime recente. Ao consultar o registro, descobriram que a arma já havia sido apreendida em 2017 — e deveria estar guardada no cofre da delegacia. Não estava. A suspeita é de que o armamento tenha sido retirado e devolvido a criminosos. O acesso ao cofre é restrito: somente policiais da delegacia podem entrar no local. Por isso, mais de 20 agentes que poderiam ter tido contato com o armamento estão sendo ouvidos pela Corregedoria — alguns já prestaram depoimento no último fim de semana. As armas desaparecidas estavam armazenadas no cofre porque ainda passariam por perícia da Polícia Técnico-Científica, incluindo testes balísticos para compor provas em inquéritos que envolvem tanto suspeitos quanto armas utilizadas por policiais. 90 armas sumiram em 2014 Investigador é preso de desviar 90 armas da Garra Em 2014, um caso semelhante já havia exposto falhas graves na custódia de armamentos dentro da Polícia Civil: um investigador do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) foi preso em flagrante por desviar 90 armas, entre revólveres, submetralhadoras e fuzis, retiradas da própria sede do grupo de elite em São Paulo. Na época, a Corregedoria da Polícia Civil também não sabia se o arsenal tinha sido repassado ao crime organizado, e a suspeita era de que o desvio vinha ocorrendo desde uma correição feita naquele ano.
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