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    Mãe de bebê de 5 meses morreu após três procedimentos estéticos em uma única cirurgia; entenda

    7 hours ago

    Mulher morre após passar por procedimentos estéticos em SP A gerente comercial Juliana Silva Xavier, de 39 anos, morreu após complicações relacionadas a uma cirurgia plástica que envolvia procedimentos no abdômen, nos seios e nos glúteos. Ao g1, o marido Luís Antônio Castro Barros, de 42, contou que a operação custou mais de R$ 37 mil. Luís destacou que o médico responsável garantiu à família que não teria problema a mulher passar pela cirurgia com apenas cinco meses do nascimento do filho. Nas redes sociais, o profissional tem mais de 78 mil seguidores e promete entregar um "mommy makeover" [em português, transformação da mamãe], um combo de plásticas para restaurar o corpo após a gestação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo Luís, a esposa descobriu que estava grávida uma semana antes de marcar a cirurgia em 2025. O filho do casal nasceu em dezembro daquele ano e a mulher esperou quatro meses após o parto para voltar à clínica. "O sonho dela era colocar silicone. Por indicação de amigas, escolheu o doutor [...] Desde o começo, eu não queria que ela fizesse. Desde a primeira vez, do ano passado, antes dela engravidar, não queria. Ela era linda, ela era tudo para mim", explicou Luís. Juliana Silva Xavier, de 39 anos, morreu após complicações relacionadas a uma cirurgia plástica Arquivo Pessoal De acordo com o boletim de ocorrência, a moradora de Iguape (SP) passou por uma cirurgia no Hospital Ruben Berta, em 12 de maio. Ela apresentou complicações poucas horas após o procedimento e precisou ser transferida ao Hospital Alvorada Moema, onde teve a morte constatada em 14 de maio. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. O advogado Raul Canal, que representa o médico responsável pela cirurgia de Juliana, disse ao g1 que o procedimento transcorreu dentro da normalidade. "No período pós-operatório, porém, houve uma grave e inesperada intercorrência clínica, decorrente de alterações orgânicas apresentadas pela própria paciente, prontamente identificada pela equipe assistencial", destacou ele (leia mais abaixo). Reação após a cirurgia Luís disse que a esposa voltou para o quarto desacordada, aproximadamente seis horas depois da previsão dada pelo médico antes da cirurgia começar. "Percebi que algo anormal já estava acontecendo", afirmou o marido. Ainda segundo Luís, a mulher foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com a alegação de que estava com alergia a algum medicamento. Horas depois, a paciente foi levada de volta ao quarto e acordou reclamando de dor, calor e sede. Juliana Silva Xavier, de 39 anos, morreu após complicações relacionadas a uma cirurgia plástica Arquivo Pessoal Em determinado momento, as enfermeiras pediram para o marido acordar a esposa. "Achei que estivesse dormindo, mas vi que não era normal. Chamei a enfermeira, pedi para chamarem o médico [...]. Ele chegou extremamente grosso. Nem falou comigo, nada. Já começou a dar uns petelecos na cabeça dela: 'Acorda, princesa. Acorda que está na hora de acordar'", lembrou Luís. Morte constatada De acordo com o viúvo, o médico disse que era normal a paciente ficar dormindo até 24 horas depois da cirurgia, mas acrescentou que a mulher seria transferida de hospital para a realização de exames que constatariam o motivo dela não estar acordando. Luís estava na sala de espera da UTI do segundo hospital, quando uma enfermeira veio conversar com ele. "Ela falou assim: 'Olha, a sua esposa está muito grave'. Eu falei: 'Mas ela corre risco de vida?', aí ela falou assim: 'Olha, ela não tem nem chance de sobreviver'", lamentou. O viúvo destacou que está vivendo o luto, mas logo contratará um advogado. "Quero justiça para que não coloquem a culpa nela, entendeu? Quem era preparado ali era o médico, o cirurgião, ele não tomou as devidas cautelas", ressaltou Luís. Juliana Silva Xavier morreu cinco meses após o parto do filho. A criança terá a identidade preservada a pedido do pai. Arquivo Pessoal Polícia investiga O caso foi registrado no 27º Distrito Policial (Campo Belo) como "morte súbita, sem causa determinante aparente", condição que exige apuração. A investigação está a cargo do 96º Distrito Policial (Monções). A Polícia Civil busca esclarecer se a morte foi uma fatalidade ou se está relacionada a alguma doença pré-existente, que possa ter provocado a parada cardiorrespiratória, se houve complicação decorrente da cirurgia ou eventual falha médica. O diagnóstico do hospital foi de que a mulher morreu de "tromboembolia pulmonar devido a um agente biodinâmico". A família aguarda o resultado dos laudos periciais que vão determinar como se deu o quadro e se houve responsabilidade de terceiros. "O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais, que irão auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte", afirmou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). 96º DP vai investigar o caso Luiza Vaz/TV Globo Veja abaixo a nota do advogado do médico na íntegra: "Lamentamos profundamente o falecimento da paciente e nos solidarizamos sinceramente com seus familiares e amigos neste momento de dor. A paciente foi submetida a procedimento cirúrgico após realização de exames e avaliações pré-operatórias compatíveis com a intervenção proposta. A cirurgia transcorreu dentro da normalidade esperada. No período pós-operatório, porém, houve uma grave e inesperada intercorrência clínica, decorrente de alterações orgânicas apresentadas pela própria paciente, prontamente identificada pela equipe assistencial. Desde os primeiros sinais de agravamento, toda a assistência necessária foi prestada, com posterior transferência para unidade hospitalar com suporte especializado e acompanhamento multidisciplinar. Apesar de todos os esforços médicos empregados pelas equipes envolvidas, infelizmente a paciente evoluiu a óbito. Em respeito à família, à memória da paciente e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações relacionadas ao prontuário, às condições clínicas ou aos detalhes do atendimento. O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes, incluindo análise pericial do Instituto Médico Legal (IML), cujos esclarecimentos técnicos são aguardados para a adequada compreensão dos fatos. Reiteramos nosso profundo pesar pela perda irreparável e permanecemos à disposição das autoridades e da família para os esclarecimentos necessários". Hospitais Em nota, o Hospital Alvorada informou que recebeu o pedido de transferência de Juliana, no dia 13 de maio. "A paciente foi admitida em estado grave e, embora nossas equipes tenham realizado todos os esforços médicos e assistenciais, veio a óbito na noite do dia 14", dizia o comunicado. A unidade de saúde se solidarizou com os familiares e amigos, prestando todo o suporte necessário. O g1 não teve retorno do Hospital Ruben Berta até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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