Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Lula sanciona novo Marco Legal do Transporte Público; veja principais pontos

    há 1 dia

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a lei que cria um novo Marco Legal para o Transporte Público Coletivo no país. A norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (15). A nova legislação muda as regras do transporte público, e busca melhorar a qualidade dos serviços e reduzir a dependência da passagem paga pelos usuários como principal fonte de recursos do sistema. Com isso, abrir a possibilidade para medidas de gratuidade e desconto para os cidadãos. Entre as mudanças, a lei também prevê mais transparência sobre os custos das empresas de transporte, estabelece metas para áreas como pontualidade, segurança e acessibilidade, e incentiva o uso de tecnologias menos poluentes. O objeteivo é dar mais estabilidade ao financiamento do setor e melhorar o atendimento à população. Agora no g1 Veja os principais pontos: O que muda no financiamento do transporte público? Hoje, o transporte coletivo depende principalmente da passagem paga pelos usuários. A nova lei tenta criar outras formas de financiar o sistema para garantir sua sustentabilidade. Uma das mudanças é que as empresas de ônibus deixam de ser remuneradas apenas pela quantidade de passageiros transportados. Elas poderão receber, por exemplo, pelo número de quilômetros percorridos. A ideia é evitar que as empresas reduzam horários ou cortem linhas menos movimentadas apenas para economizar, o que costuma prejudicar moradores de regiões mais afastadas. A lei também permite que recursos vindos da valorização imobiliária, de contrapartidas de grandes empreendimentos e de verbas específicas dos governos sejam usados para ajudar a financiar a infraestrutura do transporte. Ao mesmo tempo, a legislação deixa claro que serviços privados de transporte individual, como aplicativos de corrida, não poderão receber subsídios públicos. Gratuidade e descontos A nova lei mantém a possibilidade de oferecer gratuidades e descontos tarifários, mas o governo vetou trechos que obrigavam estados e municípios a bancar integralmente esses benefícios com recursos próprios. Segundo o governo, essa obrigação poderia criar despesas sem previsão orçamentária e até colocar em risco benefícios já existentes. Os vetos não impedem que governos continuem concedendo subsídios para custear gratuidades; apenas retiram a obrigação legal de fazê-lo. Mais transparência e fiscalização A lei exige mais transparência das empresas que operam o transporte público. Elas terão que divulgar dados sobre custos, arrecadação, quilometragem percorrida e número de passageiros transportados. O objetivo é facilitar a fiscalização pelos órgãos públicos e permitir maior controle da sociedade sobre os contratos. Além disso, o governo federal poderá editar normas gerais para orientar estados e municípios sobre boas práticas de gestão e fiscalização. Metas de qualidade A nova legislação estabelece critérios mínimos de qualidade para os serviços de transporte público, incluindo: Regularidade e pontualidade das viagens; Segurança dos passageiros; Acessibilidade para pessoas com deficiência; Conforto dos usuários; Menor impacto ambiental; Integração com outros meios de transporte. Novas regras para contratos A lei moderniza os contratos entre governos e empresas de transporte. Os contratos poderão incluir metas de produtividade e redução de custos. Também passa a ser obrigatória a realização de licitação para a operação dos serviços, evitando contratos considerados precários. Além disso, o poder público poderá contratar, de forma complementar, serviços de transporte sob demanda por aplicativo, desde que eles não prejudiquem as linhas regulares essenciais. Subsídios cruzados A legislação permite que linhas ou serviços que arrecadam mais ajudem a financiar aqueles que operam com prejuízo, ajudando a manter o atendimento em áreas menos rentáveis. Sustentabilidade ambiental A lei incentiva a substituição gradual de combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas, com o objetivo de reduzir a emissão de poluentes no transporte público. O que os vetos mudaram? O presidente vetou dispositivos que: Obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos; Previam subsídios federais obrigatórios para tarifas locais; Determinavam isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais; Criavam novas despesas permanentes para os governos; Reservavam obrigatoriamente parte dos recursos da Cide-Combustíveis para o transporte urbano. Segundo o governo, os vetos foram feitos para evitar gastos sem previsão orçamentária, preservar a autonomia de estados e municípios e reduzir riscos fiscais. Na prática, a nova lei busca criar fontes alternativas de financiamento para o transporte público, aumentar a transparência dos contratos, melhorar a qualidade do serviço e incentivar meios de transporte menos poluentes, sem impor novas despesas obrigatórias aos governos.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Após perder mão por vício, mulher supera drogas com esporte no interior de SP: 'Sonho em ser a melhor'
    Artigo Seguinte
    Corpo de padre brasileiro que ajudava refugiados e morreu na Ucrânia é velado no interior de SP

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário