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    Lula não deve 'comprar briga' com EUA antes de avaliar caso do delegado envolvido na prisão de Ramagem

    há 1 mês

    Brasil cobra explicações dos EUA sobre delegado da PF Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o chefe não deve "comprar briga" com os Estados Unidos de forma apressada. Além disso, que precisa entender melhor o que aconteceu no caso da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem com a colaboração do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho. Durante seu giro pela Europa, Lula disse que podia acionar a cláusula da reciprocidade e expulsar do país um oficial militar americano. Medida que seria tomada como uma reação à decisão dos EUA de determinar a saída do território americano do delegado da PF. LEIA MAIS: Prisão de Ramagem, liberação, delegado da PF expulso: entenda a cronologia do caso Lula fala em adotar reciprocidade à ação do governo americano contra um delegado da PF Reprodução/TV Globo Esclarecimentos Primeiro, os assessores de Lula lembram que oficialmente não chegou nada ao Brasil em relação ao delegado. Segundo, as circunstâncias da prisão ainda precisam ser esclarecidas, e isso só será possível saber depois que o delegado conversar com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. Assessores do governo Trump alegam que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que realmente tinha como função oficial trabalhar com agentes de imigração dos EUA, acabou extrapolando e usando informações pela metade para conseguir a prisão de Alexandre Ramagem. Os assessores do governo dos EUA chegaram a dizer que o delegado manipulou os oficiais policiais dos EUA. Se ficar confirmado que prevaleceu uma avaliação política e ideológica no caso Ramagem, a avaliação é que Lula realmente precisar acionar a cláusula da reciprocidade. Caso contrário, é melhor ficar no campo das críticas apenas. Alexandre Ramagem Reprodução Comunicado oficial O Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal ainda aguardam um comunicado oficial sobre a decisão do governo norte-americano de convidar o delegado Marcelo Ivo de Carvalho a se retirar dos Estados Unidos. A avaliação é que, se os Estados Unidos tomaram alguma decisão e a anunciaram publicamente, eles também precisam comunicar oficialmente o governo brasileiro. Nos bastidores, as autoridades brasileiras que acompanham o caso afirmam que ainda não é possível tirar conclusões sobre os motivos oficiais que motivaram a decisão do governo norte-americano Por um lado, há uma atenção do governo brasileiro sobre a atuação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro junto a representantes do governo Trump para voltar a criar atritos entre o Brasil e os Estados Unidos, intensificada após a detenção de Alexandre Ramagem. Por outro, internamente entre diplomatas brasileiros, há quem observe que a atuação do delegado Marcelo Ivo de Carvalho nas últimas semanas pode ter extrapolado alguns limites e incomodado o governo americano. Nesta terça (22), a encarregada de Negócios interina da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Kimberly Kelly, foi convocada a dar explicações ao Ministério das Relações Exteriores. Tudo isso, no dia seguinte a ordem do governos de Donald Trump de mandar o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, sigla em inglês) deixar os Estados Unidos. O delegado é adido da Polícia Federal em Miami e teve participação no caso que levou à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem na semana passada. 🔎No meio diplomático, chamar o representante de uma embaixada para prestar esclarecimentos é uma forma de o governo dizer formalmente que está insatisfeito com alguma atitude e pedir explicações sobre algum tema específico. E essa não foi a primeira vez que isso aconteceu com um representante da Embaixada dos Estados Unidos. Ao longo do ano passado, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, foi chamado algumas vezes ao Itamaraty para prestar esclarecimentos em episódios como o do tarifaço e o da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
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