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    Lula condena classificação de PCC e CV como terroristas: 'Vamos combater o crime organizado. Não aceitamos ser tratados como moleques'

    14 hours ago

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29), que está muito "triste e decepcionado" com o anúncio dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras. "Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americamos podem fazer intervenção", afirmou o petista. Esta é a primeira vez que o presidente se pronuncia sobre o caso. "Não aceitamos ser tratados como moleques", afirmou Lula. O petista deu a declaração durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe. Minutos antes da fala, o Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo no combate ao crime organizado. Afirma que é "deplorável" que "mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil", como já fizeram com o tarifaço (leia mais abaixo). O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas Legalmente, a decisão final cabe ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que responde diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump. Presume-se que haja um aval da Casa Branca e que as designações sejam um consenso na alta cúpula do governo dos EUA. O anúncio foi feito um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Marco Rubio. Nota do Planalto O Palácio do Planalto publicou, em nota, que "medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime". Além disso, "podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros". "Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país", prossegue o texto. "A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança", conclui.
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