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    Lula aposta em encontro com Trump para sinalizar força e tenta se blindar de interferência eleitoral dos EUA

    10 hours ago

    Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0. Ricardo Stuckert/ Presidência da República O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta transformar o encontro com Donald Trump, nesta semana, em um ativo político, mas o que se vê nos bastidores é que essa viagem tem pelo menos três camandas. Por que Lula está usando chapéu em público? Conheça o modelo escolhido pelo presidente Primeiro, tem a agenda substantiva, oficial: o governo quer tratar de temas concretos e sensíveis - investigação sobre o Pix, regulação das big techs, minerais raros, tarifas comerciais e até crime organizado. Essa é a pauta formal que o Brasil leva para a mesa. Mas existe um pano de fundo político-eleitoral que pesa tanto quanto. Segundo fontes do governo, há uma preocupação clara com uma eventual interferência externa na eleição brasileira. A avaliação é que o Brasil não está exatamente no radar direto do Trump, mas está, sim, no radar do Departamento de Estado, visto como mais ideológico e com interlocução próxima de bolsonaristas. E qual seria o risco? Uma atuação indireta, sobretudo no ambiente digital: campanhas com apoio internacional, impulsionamento em redes sociais, algo difícil de mensurar, mas que preocupa. Vídeos em alta no g1 Nesse contexto, Lula também tentaria buscar uma espécie de “blindagem” política — um compromisso informal de não interferência. E tem um terceiro ponto, que é o efeito doméstico: a viagem ajuda o governo a virar a página da derrota de Jorge Messias, indicado pelo presidente para o STF mas barrado pelo Senado. Mesmo sem ter provocado o encontro — que partiu dos Estados Unidos — Lula consegue explorar a imagem de liderança internacional. Num momento de desgaste interno, aparecer em agenda com os EUA funciona como demonstração de força e de comando. Ou seja: é uma viagem com agenda econômica e diplomática, mas também com impacto direto no jogo político aqui dentro.
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