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    Larva que come animais vivos e pode matar vira motivo de alerta após ser encontrada perto dos EUA

    7 hours ago

    Amostra de moscas-da-bicheira exibida em clínica veterinária em Tapachula, Chiapas, México, em 4 de julho de 2025 REUTERS/Daniel Becerril A larva de uma mosca parasita que se alimenta de carne viva foi encontrada em uma ovelha no México, a menos de 50 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A descoberta aumenta a preocupação de pecuaristas e autoridades sanitárias dos EUA, que há mais de um ano tentam impedir que a praga atravesse a fronteira e infecte rebanhos no país. O caso mais recente envolve uma ovelha de seis meses no estado mexicano de Coahuila, segundo dados do USDA. Foi o registro mais próximo da fronteira americana desde o início do atual surto, apesar dos esforços dos governos dos EUA e do México para conter o avanço da praga. Conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo ou mosca-da-bicheira, a espécie representa uma ameaça para a produção pecuária. As fêmeas depositam centenas de ovos em feridas de animais de sangue quente. Após a eclosão, as larvas penetram na carne viva e passam a se alimentar do tecido do hospedeiro. A mosca raramente ataca humanos. No entanto, sem tratamento, a infestação pode se agravar e se tornar fatal. Agora no g1 Especialistas alertam que uma eventual entrada da praga nos EUA poderia reduzir a oferta de gado e pressionar ainda mais os preços da carne bovina, que já estão em níveis recordes. O rebanho bovino americano já está no menor nível em 75 anos. Segundo uma estimativa do USDA, um surto poderia causar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior estado produtor de gado dos EUA. Como medida de contenção, os Estados Unidos mantém restrições às importações de gado mexicano há mais de um ano. O USDA investiu milhões de dólares na criação de instalações para produzir moscas estéreis, consideradas a principal ferramenta para interromper surtos da praga. As unidades, porém, ainda não entraram em operação.
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