Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Justiça pede para polícia de SP detalhar provas para quebrar sigilo de produtora de 'Dark Horse'

    há 6 horas

    Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reprodução/Redes Sociais A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Civil detalhe quais provas já reuniu sobre os supostos desvios de recursos públicos em um contrato da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) antes de analisar um pedido de acesso a dados financeiros da entidade. O pedido da polícia também engloba os dados da presidente do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada na segunda-feira (31) e foi proferida pelo juiz responsável pelo inquérito que apura suspeitas de irregularidades na execução do contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB para implantação e manutenção de pontos de internet gratuita na capital paulista. O magistrado ainda não decidiu se autoriza o acesso aos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), solicitado pela Polícia Civil. Antes disso, determinou que os investigadores complementem o pedido, apresentando documentos e indícios concretos que sustentem as suspeitas narradas no inquérito. Segundo a representação da Polícia Civil citada na decisão, os investigadores afirmam que, embora os serviços efetivamente prestados corresponderiam a cerca de R$ 43 milhões, aproximadamente R$ 69 milhões teriam sido repassados ao instituto, o que representaria uma diferença estimada em R$ 26 milhões. Também apontam subcontratações que somariam cerca de R$ 98 milhões e mencionam a possibilidade de parte dos recursos públicos ter sido destinada ao financiamento de atividades privadas ligadas à empresa Go Up Entertainment, da qual Karina Ferreira da Gama é sócia. Apesar disso, o juiz afirmou que a representação policial não esclarece suficientemente quais elementos de prova já incorporados ao inquérito sustentam essas conclusões. Na decisão, o magistrado observa que os investigadores solicitaram à Prefeitura documentos relativos ao contrato (como edital, medições, relatórios de fiscalização, notas fiscais e comprovantes de pagamento), mas que esse material ainda não havia sido enviado quando o pedido ao Coaf foi apresentado. Por conta disso, a Justiça determinou que a autoridade policial informe quais documentos e informações, independentes das notícias jornalísticas e da denúncia inicial, já embasam as suspeitas de irregularidades financeiras. O juiz também pediu que a polícia detalhe quais elementos justificam a inclusão de Karina da Gama na investigação financeira. Na mesma decisão, a Justiça deferiu o pedido de habilitação do Instituto Conhecer Brasil e de Karina Ferreira da Gama nos autos do inquérito, por serem formalmente investigados e destinatários das medidas investigatórias. Também concedeu à Polícia Civil mais 90 dias para concluir as investigações e autorizou o compartilhamento das provas já reunidas com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que apura a execução de outro contrato firmado pelo ICB com o governo distrital. Entenda o caso Em junho, o ICB foi alvo da Operação Wi-Fi, da Polícia Civil de São Paulo, que investiga suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões por ano firmado com a Prefeitura de São Paulo para oferta de internet gratuita na capital. A investigação apura se houve desvio de recursos públicos e se parte do dinheiro pode ter sido utilizada para financiar a produção do filme "Dark Horse". Na semana passada, a defesa de Karina pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenda as investigações conduzidas na Justiça Estadual e leve o caso ao Supremo. Os advogados argumentam que o verdadeiro objeto da investigação seria a aplicação de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme, tema que já é analisado em procedimento sob relatoria de Mendonça no STF. 🎥O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, em que o filho de Jair solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. Mendonça é relator no STF de uma investigação que apura repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme "Dark Horse". LEIA TAMBÉM: Produtora declara gasto de R$ 75 milhões no filme sobre Bolsonaro; veja diferentes valores que envolvem o longa A defesa de Karina argumenta que foram anexadas ao processo diversas notícias que buscavam conectar as supostas irregularidades na licitação da Prefeitura de São Paulo com a origem e a aplicação de recursos financeiros do Banco Master, destinados à produção do filme Dark Horse. “Por este motivo, constata-se que, na realidade, a investigação de primeiro grau tem como verdadeiro objeto: a aplicação de recursos financeiros por parte do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse. Conforme será demonstrado na sequência, tal objeto atrai a competência absoluta desse Supremo Tribunal Federal”, afirmam os advogados. Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel Vorcaro fez repasse extra de R$ 8,5 milhões para o filme Dark Horse, diz revista
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Polícia Civil de Itapetininga prende integrantes de quadrilha suspeita de aplicar golpe do 'falso advogado' em idoso
    Artigo Seguinte
    Bispo de Roraima abençoa Grupo Rede Amazônica em celebração aos 54 anos

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário