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    Justiça nega habeas corpus e mantém Rogério Andrade em presídio federal de segurança máxima

    há 2 meses

    O contraventor Rogério de Andrade foi preso em outubro de 2024 JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O Superior Tribunal de Justiça negou um pedido de habeas corpus e manteve Rogério Andrade no Presídio Federal de Campo Grande (MS), que é de segurança máxima, em decisão assinada no domingo (12). O contraventor está preso desde novembro de 2024, após ser preso acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio. Os advogados do bicheiro tinham entrado com um habeas corpus contra o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) imposto a Rogério. A Justiça, no entanto, indeferiu o pedido. Pedido similar já tinha sido feito em janeiro e também foi negado. O juízo destacou que a medida é proporcional e necessária para resguardar a segurança pública, considerando a gravidade dos crimes imputados e a periculosidade do acusado. Em novembro de 2025, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) já tinha obtido na Justiça a manutenção do bicheiro no presídio federal. Os promotores haviam recorrido de uma decisão da própria 8ª Câmara Criminal que suspendeu o RDD de Rogério, o que tinha aberto a possibilidade de retorno dele ao Rio. A TV Globo tenta contato com a defesa do contraventor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Relembre a prisão Contraventor Rogério Andrade é preso por mandar matar rival Fernando Iggnácio Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556. LEIA TAMBÉM: Saiba quem é Rogério Andrade, contraventor preso pela morte de Fernando Iggnácio Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, é executado em heliponto no Recreio, Rio Rogério de Andrade foi preso em outubro de 2024, no Rio JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos nomes mais conhecidos da contravenção carioca. Não herdou de pronto o espólio da contravenção com a morte do tio, em 1997. Coube a Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor, e a Fernando Iggnácio, genro do chefão, tocar o império. Na divisão, Iggnácio foi cuidar dos caça-níqueis, e Paulinho passou a tomar conta das bancas do bicho. Rogério, porém, considerava ter direito à herança e passou a disputar território com Paulinho e Iggnácio. Paulinho foi assassinado em 1998, crime atribuído a Rogério, que assumiu o negócio do primo e começou a avançar sobre o de Iggnácio. Investigações da Polícia Federal mostram que a disputa entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio entre 1999 e 2007 resultou em 50 mortes — algumas foram de policiais, acusados de prestar serviços para os contraventores.
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