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    Justiça mantém prisão de policial civil que tentou matar esposa enforcada em Caracaraí

    22 hours ago

    José Maria de Souza Moura, investigador da Polícia Civil de Roraima preso por tentativa de feminicídio contra a própria companheira. Reprodução/Redes sociais A Justiça de Roraima decretou a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil José Maria de Souza Moura, de 58 anos nesta terça-feira (8). Ele havia sido preso em flagrante suspeito de tentar matar enforcada a companheira, de 28 anos, no município de Caracaraí, ao Sul do estado. Durante a audiência de custódia, o juiz Angelo Augusto Graça Mendes destacou o risco que o policial representa para a vítima. José Maria foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio nesta segunda-feira (7). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a defesa de José Maria alegou que o exame de corpo de delito não apontou sinais de estrangulamento na vítima e descartou risco de morte. Disse ainda que o policial apresentava ferimentos no braço, não resistiu à prisão e argumenta que a acusação de tentativa de feminicídio não tem amparo nas provas periciais produzidas até o momento. Na decisão, o magistrado ressaltou a "conduta violenta e a acentuada periculosidade do investigado ao arrombar uma porta trancada e praticar estrangulamento direto contra o pescoço da companheira, bloqueando a respiração da vítima". Além da gravidade do ataque, o juiz apontou que o investigador usava a condição de policial e a arma de fogo como instrumentos para intimidar a mulher. Também pesou na decisão o fato de José Maria já responder a outros processos por violência doméstica contra uma vítima diferente, o que, segundo a Justiça, indica um perigoso risco de ele voltar a cometer o crime. Com a prisão preventiva (que não tem prazo definido para acabar), a Justiça determinou a suspensão imediata do porte de armas de fogo do investigador. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil foi notificada para recolher qualquer armamento que estivesse com ele. A defesa chegou argumentar que a prisão em flagrante deveria ser anulada porque a audiência demorou mais de 24 horas para acontecer. O juiz reconheceu o atraso e anulou a prisão em flagrante por essa questão. No entanto, no mesmo ato, decretou a prisão preventiva para garantir a segurança da mulher e a ordem pública. A Justiça determinou a transferência dele para o sistema prisional em Boa Vista, em uma ala reservada para policiais. Procurada, a Polícia Civil, informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral de Polícia, que instaurou um procedimento para apurar a situação do investigador. Ataque à própria esposa José Maria de Souza Moura foi preso em flagrante derrubar a própria esposa no chão e aplicar dois golpes conhecidos como "mata-leão", apertando o pescoço dela O crime ocorreu na casa da vítima. A mulher relatou que ficou sem conseguir respirar e que acreditou que seria morta durante as agressões. Os desentendimentos entre o casal começaram ainda na noite de domingo (6), em Boa Vista. Eles discutiram enquanto faziam compras, e a briga continuou no trajeto de carro para Caracaraí. Durante a viagem, José Maria chegou a dirigir a 130 km/h, o que deixou a mulher com medo. Ao chegarem à cidade, ele deixou a companheira em casa e saiu. Assustada com o comportamento, a mulher ligou para a mãe para relatar a preocupação. Quando o investigador voltou ao imóvel, a discussão recomeçou. A vítima se recusou a abrir a porta, mas o homem chutou e quebrou a estrutura para invadir o local. Em seguida, ele iniciou as agressões físicas que resultaram nas tentativas de enforcamento. Após conseguir escapar das agressões, a vítima foi socorrida pela mãe e pelo padrasto, que foram até a casa e a levaram para a delegacia. Com a mulher já em segurança na unidade policial, a equipe plantonista registrou o caso e repassou a situação ao delegado titular. Como havia apenas dois policiais civis plantonistas na unidade e o suspeito era um policial armado, a corporação pediu apoio da Polícia Militar para localizá-lo e prendê-lo. A arma de trabalho do investigador foi apreendida. O delegado titular de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa, afirmou que a polícia buscou agir de forma imediata. "A prioridade foi interromper a situação de violência e dar encaminhamento imediato ao procedimento policial”, destacou. Histórico de violência Em depoimento, a mulher revelou um histórico de violência no relacionamento. Ela relatou sofrer agressões, empurrões e humilhações, incluindo um episódio anterior em que o investigador a jogou na cama e também apertou o pescoço dela. A vítima foi levada ao hospital e passará por exames para avaliar as lesões no pescoço. Ela também pediu uma medida protetiva de urgência à Justiça. Após a prisão, José Maria de Souza Moura foi encaminhado para a audiência de custódia. O que é feminicídio? O que é feminicídio? Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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