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    Justiça mantém presa mãe suspeita de matar bebê de cinco meses em Resende

    13 hours ago

    Mãe é presa por suspeita de matar próprio bebê de cinco meses asfixiado no RJ A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, na tarde de quinta-feira (2), manter presa a mãe suspeita de matar o próprio filho, um bebê de 5 meses, por asfixia, em Resende (RJ). A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Ela é investigada pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos. A decisão foi tomada pelo juiz Marco Aurélio da Silva Adania durante a audiência de custódia, realizada em Volta Redonda. Ao manter a prisão, o magistrado afirmou que a suspeita representa um "risco concreto à ordem pública". Segundo ele, a gravidade do caso, a vulnerabilidade da vítima e o descumprimento dos deveres básicos de cuidado justificam a medida. Pedido de prisão domiciliar foi negado A defesa da mulher pediu que ela respondesse ao processo em liberdade ou em prisão domiciliar. O argumento foi baseado em um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite, em alguns casos, que mães de crianças menores de 12 anos aguardem o julgamento em casa. O juiz, no entanto, negou o pedido. Segundo ele, a lei prevê exceções para esse benefício quando o crime é cometido com violência ou contra o próprio filho — como é o caso da investigação. Na decisão, o magistrado afirmou que conceder a prisão domiciliar colocaria em risco a proteção das outras crianças da família. Confira atualizações do caso sobre mãe suspeita de matar próprio bebê em Resende ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Laudo aponta asfixia e desnutrição A decisão também cita o laudo da necropsia, que concluiu que o bebê, morreu por asfixia causada por sufocação direta. O documento aponta ainda que a criança sofria de desnutrição grave. Aos cinco meses, o bebê pesava apenas 3 quilos e apresentava sinais como pele enrugada e fontanelas (moleira) afundadas, um sinal de alerta para desidratação. Durante as investigações, policiais encontraram a casa da família em condições precárias. Segundo o relato dos agentes, o imóvel tinha, forte mau cheiro, lixo acumulado, fezes de animais espalhadas pelos cômodos, geladeira desligada e com alimentos estragados, além de indícios de consumo de drogas. Situação das outras filhas Testemunhas também relataram que as outras duas filhas da suspeita, que moravam na mesma casa, foram encontradas com fome e infestadas de piolhos. De acordo com os depoimentos, uma das crianças não andava nem falava e vivia em situação de abandono. Diante disso, o juiz determinou que o Conselho Tutelar acompanhe, com urgência, a situação das meninas, que estão sob os cuidados da avó materna. O pai das crianças, que está foragido da Justiça, também é investigado por suspeita de negligência. Delegacia de Resende Divulgação/Polícia Civil VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul
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