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    Justiça mantém indenização de R$ 10 mil a porteira baleada durante assalto em escola no Acre

    10 hours ago

    Casos de violência escolar mais do que triplicam em 10 anos no Brasil A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) manteve a responsabilização do estado após uma porteira ser baleada durante um assalto na Escola Lourival Sombra, em Rio Branco, em 2021. O colegiado determinou a indenização de R$ 10 mil por danos morais. Cabe recurso da decisão. Conforme a assessoria do Governo do Estado, por enquanto, o poder público não irá se manifestar sobre a responsabilização no caso. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Conforme apurado pelo g1, o disparo entrou pelas costas da vítima e saiu pelo braço esquerdo, sem atingir órgãos vitais. Um secretário da escola reagiu à ação e matou o assaltante, identificado como Ivanilso Angelo Reis da Silva, de 28 anos. Porteira desenvolveu estresse pós-traumático e usa remédios controlados Arquivo pessoal Ao g1, o advogado da vítima, Álvaro Maciel Sobrinho, afirmou que a decisão quanto ao dano moral foi mantida em R$ 10 mil e o dano estético, fixado anteriormente em R$ 5 mil, foi retirado pelo colegiado, que disse não ter ficado comprovada a existência de deformidade. LEIA MAIS: Secretário do AC que reagiu a assalto e matou suspeito segue internado e diz ter duas balas alojadas no corpo: 'Era eu ou ele' Secretário reage a assalto e mata suspeito dentro de escola no Acre; coordenadora administrativa ficou ferida "Irei apresentar embargos de declaração em razão da cicatriz deixada pelo disparo de arma de fogo. Além disso, pretendo recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar restabelecer a indenização pelos danos estéticos", afirmou. O estado recorreu da primeira decisão sob alegação de que o crime foi praticado por terceiros, sem falha da administração pública. Em seguida, pediu a redução do valor fixado pelos danos morais e a revisão dos honorários advocatícios. Ao analisar o recurso, a Justiça entendeu que houve falha específica na prestação do serviço público, uma vez que a unidade escolar não possuía controle adequado de acesso no momento do crime. Além disso, provas testemunhais demonstraram a ausência de mecanismos mínimos de controle. A decisão também levou em consideração o diagnóstico médico de transtorno de estresse pós-traumático (CID F43.1), além das consequências emocionais que ocorreram no ambiente de trabalho. Conforme o processo a vítima precisou fazer uso de remédios controlados. Local ficou sujo de sangue das vítimas após tiroteio dentro do colégio Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre Segundo o processo, não havia câmeras de monitoramento na sala onde ocorreu o crime, apenas nos corredores e no portão da escola. A ausência de controle adequado de acesso foi um dos elementos considerados pela Justiça para reconhecer a responsabilidade civil do estado no caso. Em maio desse ano, um ataque a tiros dentro do Instituto São José, em Rio Branco conveniada ao Estado, deixou duas servidoras mortas: Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36. O caso teve repercussão nacional e gerou novas medidas de segurança após tragédia. Reveja os telejornais do Acre
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