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    Justiça manda prender novamente PMs acusados de matar jovem com tiro na cabeça no interior de SP

    23 hours ago

    Gabriel Júnior Oliveira Alves da Silva e filho, em 2020 Arquivo pessoal O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) mandou prender novamente os policiais militares Júnior César Rodrigues e Leonardo Machado Prudêncio pela morte de Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos. O crime aconteceu em abril de 2025, durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) no bairro Vila Sônia, em Piracicaba (SP). Gabriel foi baleado na cabeça. A ação foi filmada e testemunhada por vizinhos. Segundo a investigação, a esposa dele, que estava grávida, também foi torturada por um dos agentes. A nova decisão foi tomada em 27 de maio de 2026, após análise de um recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O g1 teve acesso ao documento nesta segunda-feira (1º). Siga o g1 Piracicaba no Instagram Júnior César e Leonardo chegaram a ser presos temporariamente em junho de 2025, mas foram soltos provisoriamente em dezembro do mesmo ano e voltaram a atuar na corporação, mas em funções internas na região de Piracicaba. Na época da soltura dos PMs, a viúva de Gabriel, de 20 anos, disse que vivia com medo. Ela cuida dos três filhos do casal sozinha. Viúva de homem morto por PMs diz depender de ajuda para criar os 3 filhos e relata medo após Justiça soltar acusados Na nova decisão, a Justiça determinou a expedição imediata dos mandados de prisão. Segundo o tribunal, a liberdade dos dois representa risco à ordem pública e à instrução criminal, principalmente por causa do histórico de coação de testemunhas e da gravidade dos crimes. No processo criminal, além de Júnior César e Leonardo, outros quatro policiais respondem por coação e violação de prerrogativas de advogados. Justiça torna réus PMs acusados de matar jovem e torturar esposa dele grávida em Piracicaba O caso Vídeos mostram desespero de amigos e esposa de homem morto pela PM em Piracicaba O caso aconteceu por volta das 19h30, durante patrulhamento na Rua Raul Ataíde, no bairro Vila Sônia, em 1° de abril de 2025. Há duas versões, a da PM e a da esposa de Gabriel. Segundo a PM, uma equipe policial viu um rapaz com um "volume suspeito" e abordou duas pessoas. De acordo com a PM, um deles, Gabriel, resistiu, fugiu e retornou segurando uma pedra, ameaçando os policiais. Também conforme a corporação, apesar das ordens para soltá-la, ele pegou outra pedra com um pedaço de ferro preso e, ao arremessá-la, um policial efetuou um disparo, atingindo-o na cabeça; A PM acrescentou que a esposa do suspeito e o outro abordado partiram para cima dos policiais, agredindo-os fisicamente e causando arranhões em um dos agentes; Já a esposa de Gabriel afirma que ela e o marido estavam comprando milho quando foram abordados pelos policiais sem motivo aparente. Gabriel segurava um refrigerante enquanto ela esperava o milho ficar pronto. Segundo ela, um policial a puxou pelo cabelo enquanto outro agrediu o marido. Ainda segundo a esposa, o policial a colocou no camburão, a xingou e ameaçou. A mulher nega que o marido tenha pegado qualquer pedra para agredir os policiais. Gabriel Júnior Oliveira Alves da Silva, morto pela PM em Piracicaba (SP) Arquivo pessoal VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
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