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    Justiça de SP nega prisão preventiva de Oruam por tiros durante festa no interior

    1 week ago

    MP pede prisão preventiva do rapper Oruam por tiros durante festa em Igaratá A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do rapper Oruam por disparos de arma de fogo durante uma festa em um condomínio de luxo em Igaratá, no interior do estado, em dezembro de 2024. A decisão, da 2ª Vara de Santa Isabel, foi assinada no domingo (25). A juíza Cláudia Vilibor Breda afirmou que o artista foi citado oficialmente no processo por meio de um advogado constituído e que, por isso, não há indícios de que ele tente fugir ou atrapalhar o andamento da ação. “Tal situação afasta, ao menos neste momento, qualquer indicativo concreto de intenção de se furtar à aplicação da lei penal ou de prejudicar a marcha processual”, escreveu a magistrada ao negar o pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo MP no dia 5 de maio. A promotoria argumentava que a medida era necessária diante da gravidade do caso investigado. Segundo a investigação, Oruam foi filmado atirando com uma espingarda calibre 12 durante uma comemoração realizada em 16 de dezembro de 2024. As imagens teriam sido publicadas nas redes sociais do próprio cantor e posteriormente apagadas. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela investigação, um laudo pericial apontou que a munição utilizada era real e apropriada para caça. Ainda segundo a apuração, o rapper estava cercado de amigos em uma área residencial do condomínio, o que, na avaliação da polícia, colocou pessoas em risco e configurou o crime de disparo de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento. Justiça nega prisão contra Oruam Reprodução Em 2024, Oruam afirmou que a munição usada no vídeo era “de borracha”. Oruam é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. À época, a defesa do rapper afirmou que o pedido de prisão não tem base legal e que Oruam nunca se recusou a depor. Os advogados dizem ainda que consideram o processo irregular, porque o caso ocorreu em São Paulo, mas foi investigado por um delegado do Rio de Janeiro. A defesa afirma também que a perícia não identificou se o objeto nas imagens era realmente uma arma e nem confirmou que o cantor aparece no vídeo.
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