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    Justiça condena delegado e 5 policiais de Mogi das Cruzes por organização criminosa

    há 3 meses

    Ministério Público de São Paulo denuncia o delegado Eduardo Peretti Guimarães e mais cinco policias por extorsão e outros crimes. Reprodução A Justiça de São Paulo condenou o delegado Eduardo Peretti Guimarães e outros cinco policiais de Mogi das Cruzes por formarem uma organização criminosa. Na prática, a sentença reconhece que o grupo se uniu e se estruturou com o objetivo de extorquir traficantes em Guarulhos, na Grande São Paulo. A condenação por "organização criminosa" ocorreu mesmo com a absolvição dos réus das acusações individuais de extorsão, roubo e tráfico de drogas. Isso acontece porque, para a Justiça, ficou provada a existência do grupo e sua finalidade criminosa, mas não havia provas suficientes para condená-los por cada um dos crimes específicos que foram denunciados pelo Ministério Público. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Todos os condenados poderão recorrer da decisão em liberdade. Em setembro de 2022, o grupo chegou a ser preso. Operação do Gaeco prende delegado e quatro policiais acusados de extorquir traficantes na Grande SP A investigação do MP, que deu origem ao processo, apontava que os agentes exigiam pagamentos semanais de R$ 10 mil a R$ 20 mil de traficantes. Veja as penas de cada um: ➡️ Eduardo Peretti Guimarães (delegado) Pena: 9 anos de prisão em regime fechado e multa. Detalhe: Recebeu a maior pena do grupo. Foi absolvido de três acusações de extorsão e de crimes ligados ao tráfico. Histórico: Em 2017, o delegado já havia sido demitido da Polícia Civil por um crime de concussão, mas foi reintegrado ao cargo por uma decisão judicial em 2021. ➡️ Policiais militares e civis Cinco policiais foram condenados a penas semelhantes pelo mesmo crime: Condenados: Jorge Luiz Cascarelli (PM), Jocimar Canuto de Paula (PM), Wilson Isidoro Junior (policial civil), Ronaldo Batalha de Oliveira (policial civil) e Diego Bandeira Lima (policial civil). Pena: 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado e multa para cada um. Detalhe: Os dois PMs e os policiais civis Ronaldo e Diego também foram condenados à perda do cargo público. Todos foram absolvidos das outras acusações que respondiam no processo. Na decisão, o juiz determinou que os condenados paguem as custas do processo e não fixou um valor de reparação de danos, por entender que não há uma vítima direta identificada no crime de organização criminosa. O que dizem as defesas Procurado, o delegado Eduardo Peretti Guimarães afirmou que vai recorrer da sentença. Ele ressaltou que foi absolvido das acusações de extorsão, tráfico e associação para o tráfico, e que foi condenado "apenas" por organização criminosa. Peretti disse ainda ter certeza de que será absolvido no recurso. A defesa do policial civil Ronaldo Batalha de Oliveira informou, em nota, que recebeu a sentença "com surpresa" e que vai recorrer. Para os advogados, não há provas contra ele e a acusação foi baseada em "interpretações distorcidas de conversas". A nota diz ainda que Batalha "continua firme e confiante no Poder Judiciário" e que sua inocência será reconhecida. A defesa do policial Wilson Isidoro Junior também afirmou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça. Em nota, os advogados disseram que a sentença "merece ser integralmente reparada", pois as provas produzidas no processo "são absolutamente insuficientes para comprovar qualquer conduta ilícita" atribuída a ele. A defesa busca a absolvição do cliente. O g1 tenta localizar a defesa de todos os envolvidos, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Assista a mais notícias do Alto Tietê
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