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    Justiça condena centro automotivo em R$ 100 mil por abusos; cliente pagou R$ 11,7 mil após troca de pneus

    7 hours ago

    Clientes denunciaram que veículos e peças foram danificados enquanto estavam na oficina em São Vicente, SP Reprodução A Justiça de São Vicente, no litoral de São Paulo, condenou duas empresas da Rede Muniz a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos após práticas abusivas contra clientes. O dinheiro será destinado a um fundo estadual que financia projetos voltados à defesa do consumidor e de outros direitos da população. A ação foi proposta pelo Ministério Público (MP) a partir do caso de uma consumidora que orçou troca de pneus em R$ 350 e foi cobrada em R$ 11,7 mil por serviços não solicitados. Posteriormente, o órgão reuniu outras denúncias contra a empresa. Ainda cabe recurso da decisão. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo a Promotoria, as empresas atraíam clientes com promoções de pneus e depois os induziam a contratar serviços e peças não autorizadas. O g1 entrou em contato com a defesa, mas não teve retorno. Durante a investigação, o MP reuniu relatos de venda casada, cobrança por serviços não executados, instalação de peças usadas ou incompatíveis, negativa de garantia e recusa em reparar danos. Em alguns casos, os veículos eram desmontados e os clientes informados de supostos problemas graves. Pressionados, acabavam contratando serviços adicionais com valores considerados superfaturados. Agora no g1 A decisão da 2ª Vara Cível concluiu que havia padrão de abusos. Para o juiz Renato de Almeida Mascarenhas, os episódios indicam "caráter predatório" e busca por vantagem excessiva. O magistrado destacou que a conduta abalou a confiança dos consumidores, gerou perda de tempo e violou direitos básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor. A sentença, publicada em 29 de junho, fixa indenização de R$ 100 mil ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, que aplica recursos em projetos voltados à defesa do consumidor, meio ambiente e cidadania, e obriga as empresas a: Obter autorização expressa antes de qualquer serviço; Apresentar orçamento detalhado antes dos reparos; Não executar serviços sem aprovação do cliente; Manter um canal eficiente de pós-venda; Publicar a sentença em suas redes sociais e no site por dois anos; Realizar treinamentos anuais de ética por cinco anos. O descumprimento acarretará multa de R$ 10 mil. Imagem ilustrativa mostra mecânico de automóvel. Malte Luk/Pexels Origem do processo O processo teve origem em decisão de maio de 2024, quando uma consumidora foi indenizada em R$ 10 mil por danos morais. Ela havia orçado troca de pneus, alinhamento e balanceamento em R$ 350, mas foi cobrada em R$ 11,7 mil. Durante o atendimento, os mecânicos alegaram problemas estruturais e incluíram reparos não solicitados. A cliente disse que não pagaria, mas foi alertada sobre supostos riscos de acidentes. Pressionada, efetuou o pagamento e depois buscou outro profissional para avaliar a cobrança. O mecânico de confiança revelou que parte dos serviços era desnecessária ou sequer existia, além de valores muito acima do mercado. A Justiça determinou devolução de R$ 11,3 mil, além da indenização. O Juízo da 3ª Vara Cível de São Vicente comunicou o MP sobre o caso individual. A Promotoria reuniu outras ações judiciais e reclamações registradas em plataformas digitais, o que reforçou a caracterização de padrão abusivo. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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