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    Justiça condena 5 integrantes do PCC por usarem rede de hotéis como fachada para o tráfico e lavagem de dinheiro

    1 week ago

    PM afirma que prendeu Alessandra Moja, alvo da operação na favela do Moinho A Justiça de São Paulo condenou cinco homens associados à fação criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por usarem uma rede de hotéis na zona central da cidade como fachada para o tráfico de drogas, exploração sexual e lavagem de dinheiro. Na sentença, o juiz Antonio Carlos Martins confirmou a autoria dos crimes dos cinco integrantes do PCC, destacando que as hospedarias serviam de base logística para a facção na região da Cracolândia Em 2025, a rede de hotéis na região central de São Paulo, especialmente na Cracolândia, foi identificada pelas autoridades como peça central em um esquema de tráfico de drogas. As apurações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo revelam que os estabelecimentos funcionavam não apenas como abrigos para usuários de crack, mas também como sede para atividades criminosas. Camareiros de alguns hotéis se tornaram integrantes da facção (leia mais abaixo). A Favela do Moinho foi alvo de uma operação nesta segunda-feira (8) e sete acusados de chefiar o tráfico de drogas foram presos. A droga também abastecia a região da Cracolândia. Segundo os investigadores, os hotéis serviam de centros de consumo e abrigo ilegal para usuários de drogas. Aos poucos, esses espaços passaram a ser utilizados também para tráfico de drogas e exploração da prostituição, sem qualquer tipo de regulamentação municipal. Para dar aparência de legalidade, os criminosos utilizavam empresas formais, como a L.M. Moja Hotel e, posteriormente, a Hospedaria Barão de Piracicaba, também chamada de Chonn Kap Hotel. Camareiros do PCC Membros do PCC apareciam formalmente como sócios de alguns hotéis. Dois homens apontados na investigação chegaram a trabalhar como camareiros em outros estabelecimentos ligados ao PCC, como Hotel Flipper Ltda, Hotel Manaus Ltda e Hotel Vectra Ltda. "Eles exerciam funções de 'camareiro de hotel'. Isso corrobora com o depoimento prestado pela testemunha protegida 'Beta', em que os antigos funcionários desses hotéis onde ocorriam práticas criminosas, como tráfico e exploração da prostituição, tornaram-se faccionados do Primeiro Comando da Capital e passaram a resguardar a 'disciplina' da referida organização criminosa", diz a representação do MP. As autoridades destacam que a abertura da Hospedaria Barão de Piracicaba, em julho de 2021, coincidiu com o período em que Leonardo Moja havia deixado a prisão, após uma breve passagem pelo sistema penitenciário. Isso demonstra, segundo o MP, a continuidade das atividades criminosas mesmo após ações de repressão.
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