Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Justiça barra contrato de R$ 10,9 milhões da saúde em Cuiabá após ligação com servidor

    há 2 meses

    Hospital Municipal São Benedito Reprodução A Justiça de Mato Grosso suspendeu uma licitação de R$ 10,9 milhões firmada entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) e a Intensivo Gestão Hospitalar Ltda. para a prestação de serviços em dois hospitais públicos da capital. A decisão é do juiz da 9ª Vara Civil de Cuiabá, Luiz Lopes Bussiki, que apontou indícios de irregularidades no contrato. Em nota, a ECSP informou que tomou conhecimento da decisão liminar e está adotando todas as providências necessárias para o cumprimento da medida, dentro dos prazos e condições estabelecidos. “Ressalta-se que o processo licitatório foi conduzido em estrita observância à legislação vigente, incluindo a Lei nº 13.303/2016 (Lei das Estatais), garantindo a ampla concorrência, a transparência e a legalidade em todas as suas etapas. Quanto às alegações que fundamentaram a decisão, a Empresa Cuiabana reforça que não há, até o momento, comprovação de qualquer irregularidade que tenha comprometido a lisura do certame, tampouco evidência de interferência indevida no processo licitatório”, diz trecho do comunicado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A ação foi movida pela empresa que ficou em segundo lugar no processo licitatório, a Family Medicina e Saúde Ltda. O contrato com a vencedora começaria a ser executado nesta segunda-feira (30). De acordo com o processo, a empresa foi contratada por 12 meses para atuar no Hospital Municipal Dr. Leony Palma de Carvalho (HMC) e no Hospital Municipal São Benedito (HMSB), ao custo de R$ 10.999.599,85. Na decisão, o magistrado destacou que há indícios de irregularidade na composição societária da empresa vencedora. Documentos, como contracheques e dados do Portal da Transparência do Município, indicam que o sócio detentor de 70% do capital social é médico e servidor público lotado na Secretaria Municipal de Saúde. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bussiki citou a legislação aplicável às estatais, que proíbe a participação em licitações e a contratação, por empresa pública, de companhias cujos administradores ou sócios com mais de 5% de participação sejam empregados da própria pública. Segundo o juiz, à luz dos princípios da moralidade e da impessoalidade, essa vedação deve ser ampliada para alcançar também servidores do ente controlador que mantenham relação direta com a entidade licitante. "A posição estrutural ocupada pelo servidor no órgão da Administração, visto que a natureza da ECSP como executora da Secretaria Municipal de Saúde, sob os mesmos objetivos da gestão municipal, é em tese, elementos indiciários suficientes, de gerar influência, acesso privilegiado ou vantagem competitiva indireta”, explicou Apesar da suspensão no dia em que o contrato começaria a vigorar, o magistrado afirmou que a medida não compromete o atendimento à população. Segundo ele, a própria Empresa Cuiabana de Saúde Pública tem meios para manter os serviços em funcionamento. A decisão tem caráter liminar e visa preservar a situação atual até o julgamento final do caso. O juiz também determinou a inclusão da empresa vencedora da licitação no processo.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Defensoria entra na Justiça contra falta de neurocirurgiões no PSM da 14 em Belém após morte de adolescente à espera de atendimento
    Artigo Seguinte
    Manifestantes se mobilizam na Alemanha em apoio à atriz vítima de 'deepfake'

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário