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    Juiz de Fora tem 25% da população vivendo em áreas de risco, aponta levantamento

    há 3 meses

    Mais de 20 bairros tiveram ruas evacuadas após as chuvas de Juiz de Fora Um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), revela que 25% da população de Juiz de Fora vive em áreas de risco. Ao todo, 128.946 pessoas ocupam terrenos com probabilidade de desastres naturais, como deslizamentos e inundações. O número coloca o município na nona posição nacional em contingente populacional vivendo nessas condições. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O que são áreas de risco Mapa das áreas de risco em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Áreas de risco são aquelas com probabilidade de desastres naturais, que colocam em risco a vida e a casa dos moradores. São divididas em: Áreas de risco geológicas: encostas sujeitas a deslizamentos de terra; Áreas de risco hidrológicas: margens de rios suscetíveis a alagamentos e inundações. Entenda a classificação A Defesa Civil de Juiz de Fora utiliza um mapeamento dividido em quatro níveis de perigo, que variam de acordo com as características do terreno e a estrutura das construções: 🟢Verde: Baixo risco 🟡Amarelo: Médio risco 🟠Laranja: Alto risco 🔴Vermelho: Muito alto risco Segundo Tiago Antonelli, chefe da divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil, a classificação é rigorosa e depende da análise técnica da estabilidade do solo e da qualidade das edificações. Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora Departamento dos Bombeiros de MG/via AFP No município, as áreas de "muito alto risco" estão concentradas principalmente nas regiões Leste, Sudeste e Sul. No bairro Parque Burnier, considerado o epicentro da tragédia que deixou mais de 60 mortos na cidade, o mapa apontava 88 pessoas em risco. Somente nesta localidade, 22 mortes foram confirmadas. Ao todo, foram registrados óbitos em 16 bairros diferentes. O que chamou a atenção de especialistas e autoridades nesta última tragédia foi a ocorrência de deslizamentos em locais que não eram classificados com o nível máximo de perigo. "A chuva não é homogênea em todo o município, ela é mais forte em alguns pontos, mais fraca em outros, tem questão de vento, temperatura do solo então isso é normal, acontecer de deslizar algumas áreas com risco alto e outras muito alto não deslizarem ou não inundarem", explicou Antonelli. Bairros onde foram registradas mortes após chuvas em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Desabrigados e prevenção A situação pós-temporal ainda é crítica para milhares de moradores. De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora: 68 ruas em 22 bairros foram evacuadas por medida de segurança. Cerca de 600 pessoas estão em abrigos municipais. Mais de 8.500 moradores estão atualmente desabrigados ou desalojados. Para o Serviço Geológico do Brasil, o mapeamento deve servir como base para que a administração municipal não apenas monitore, mas implemente mecanismos robustos de prevenção e obras de infraestrutura para evitar novas perdas humanas e materiais. LEIA TAMBÉM: Chuva deixa mortos e milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá Quem são as vítimas da chuva em Juiz de Fora TV Integração e parceiros fazem campanha de arrecadação para comunidades afetadas pela chuva na Zona da Mata VÍDEOS: veja mais vídeos da tragédia na Zona da Mata Mineira
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