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    Irã nega ter aceitado inspeções a instalações nucleares, e Trump ameaça encerrar negociações

    há 17 horas

    Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 Maxar Technologies/Handout via REUTERS O Irã negou nesta terça-feira (23) ter aceitado vistorias a suas instalações nucleares como parte das negociações com os Estados Unidos previstas no acordo firmada entre os dois países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retrucou e insistiu que negociadores iranianos aceitaram a vistoria durante a primeira rodada de negociações pós-acordo, realizadas no fim de semana na Suíça. E ameaçou encerrar as tratativas, dando fim ao acordo de paz firmado entre os dois países. "Se eles não concordassem com isso, não haveria mais negociações!", disse Trump em sua rede social Truth Social. O presidente norte-americano disse ainda que só aceitou levantar o bloqueio naval que a Marinha dos EUA faziam na entrada do Estreito de Ormuz porque negociadores iranianos teriam aceitado as vistorias nucleares. "Baseado nessa e em outras grandes concessões feitas pelo Irã, eu concordei em permitir que o Estreito de Ormuz siga aberto, sem novos bloqueios navais". Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o país não realizou nenhuma reunião com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na Suíça, nem planeja permitir que o órgão de fiscalização nuclear da ONU inspecione suas instalações nucleares danificadas pela guerra contra os EUA. O porta-voz da pasta, Esmaeil Baghaei, disse que não há protocolo para esse tipo de inspeção, acrescentando que o Irã continuará cumprindo suas obrigações atuais como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sob seu acordo de salvaguardas com a AIEA. Ainda segundo Baghaei, os negociadores estão tentando alinhar todas as outras questões e cláusulas entre EUA e Irã antes de começar a negociar a questão nuclear. Ele disse também que as capacidades defensivas e o programa de mísseis de Teerã não serão objeto de negociações com ninguém. A fala de Baghaei vai de encontro ao que disseram na segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu vice, J.D. Vance. Trump afirmou que "todos estão plenamente cientes de que o Irã permitirá grandes inspeções de armamentos atômicos", e Vance disse que Teerã tinha concordado em visitas de inspetores da AIEA às suas instalações nucleares. Agora no g1 Ainda na segunda, o governo iraniano havia dito que não concordou com nada sobre seu programa nuclear durante a 1ª rodada de negociações na Suíça após assinatura do acordo de paz na guerra entre EUA e Irã. A questão nuclear continua sendo uma das mais delicadas entre EUA e Irã neste pós-guerra, tanto sobre a diluição do material radioativo em poder de Teerã quanto sobre as inspeções às usinas iranianas. Porém, ambos os países se comprometeram a resolver esse problema e os demais —como a reabertura do Estreito de Ormuz— em até 60 dias através de múltiplas rodadas de negociações e com a ajuda de mediadores. Ataques de Israel no Líbano são 'linha vermelha' Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros neste sábado (20) Mohammed Zaatari/AP Photo O embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou nesta terça-feira que o Irã considera uma "linha vermelha" qualquer novo ataque de Israel no Líbano —no âmbito da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah. Também nesta terça, duas pessoas morreram no sul do Líbano por disparos de tropas israelenses, segundo a Defesa Civil e a mídia estatal libanesas. Essas foram as primeiras mortes no país atribuídas a Israel nos últimos três dias. Após o ataque no Líbano, Bahreini afirmou apenas que "qualquer violação na trégua no Líbano criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva".
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