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    Irã dá sinais contraditórios sobre plano de paz dos Estados Unidos

    há 2 meses

    Irã rejeita plano de paz dos EUA, mas depois declara que ainda está avaliando a proposta O governo do Irã deu nesta quarta-feira (25) sinais contraditórios sobre o plano de paz dos Estados Unidos. Primeiro, rejeitou, categoricamente, a proposta de Donald Trump. Depois, o regime declarou que ainda está avaliando o texto da Casa Branca. Em meio ao impasse, as Forças Armadas americanas ordenaram o envio de mais militares ao Oriente Médio. A TV estatal do Irã publicou a primeira reação oficial do regime ao plano de paz enviado pela Casa Branca. Sob anonimato, uma autoridade rejeitou a proposta americana. Declarou que ela é excessiva, desconectada da realidade e que Donald Trump não vai ditar quando a guerra vai terminar. Essa autoridade também determinou condições para o fim do conflito. São elas: o fim dos ataques contra o Irã e grupos armados aliados, como o Hezbollah, no Líbano; o fim das sanções econômicas; o pagamento de indenizações pelos danos causados na guerra; garantias de que o Irã não será atacado de novo. O regime exigiu ainda o controle total sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo produzido no mundo. O porta-voz do comando militar iraniano também se pronunciou. Ele negou que o Irã esteja em discussões diplomáticas e afirmou que o governo americano está negociando consigo mesmo: “Pessoas como nós não vão entrar em acordo com pessoas como vocês, nem agora, nem nunca”, disse. Mas, depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano disse que a proposta americana ainda está sendo avaliada pelas autoridades. Abbas Araghchi admitiu que o regime está em contato com países mediadores; disse que isso não significa que o Irã esteja negociando e cobrou o fim permanente da guerra. Irã dá sinais contraditórios sobre plano de paz dos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução As exigências do Irã entram em choque direto com a proposta de paz de Trump. O plano americano prevê, primeiro, um cessar-fogo de 30 dias, sem garantias de que a guerra vai terminar permanentemente. O objetivo da trégua é, em tese, ganhar tempo para acertar os detalhes mais sensíveis. Só que o regime iraniano não confia nos negociadores americanos porque, no passado, Trump já atacou o Irã duas vezes durante negociações. Segundo a imprensa dos Estados Unidos e de Israel, o plano americano tem 15 pontos, entre eles: a exigência de que o Irã desmantele as principais usinas nucleares e se comprometa a nunca desenvolver armas nucleares; a abertura do Estreito de Ormuz; a redução do arsenal de mísseis, que só poderiam ser usados para autodefesa. Em Washington, a porta-voz da Casa Branca voltou a insistir que as negociações com o Irã estão acontecendo. Karoline Leavitt ameaçou: “Se o Irã não entender que eles foram derrotados militarmente, o presidente vai atacá-los de forma mais dura. O presidente está preparado para soltar o inferno”. Ao mesmo tempo, deu a entender que a guerra pode terminar em breve, mesmo com os impasses sobre as negociações. A porta-voz lembrou declarações anteriores de Trump, de que o conflito, que começou no dia 28 de fevereiro, duraria até um mês e meio: “Então, vocês podem fazer as contas”, disse Leavitt aos repórteres. Mas, por enquanto, o conflito continua. E o governo americano segue dando sinais trocados: declara querer um acordo de paz, mas ordenou o envio de pelo menos 2 mil paraquedistas para o Oriente Médio — o que pode indicar uma preparação para operações por terra. Eles vão se juntar ao contingente de 50 mil soldados, fuzileiros e outros combatentes que já estão na região. A informação foi difundida nesta terça-feira (24) pelo Pentágono, no mesmo momento em que Donald Trump dizia, no Salão Oval, que tinha vencido a guerra. LEIA TAMBÉM Irã rejeita plano de paz dos EUA, apresenta contraproposta e diz que 'Trump não vai ser quem ditará o fim da guerra' Trump 'desencadeará o inferno' se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca Netanyahu diz que Israel vai 'expandir zona-tampão' no Líbano Reino Unido e França sediarão negociações com chefes militares de 30 países interessados em reabrir Estreito de Ormuz
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