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    Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro

    há 3 meses

    Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo O Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi, nesta quinta-feira (12), enquanto a via permanece efetivamente fechada durante a guerra com os Estados Unidos e Israel. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça AO VIVO: acompanhe as últimas notícias da guerra Teerã mantémum bloqueio ao estreito para navios, mas o vice-ministro declarou, em entrevista à AFP, que alguns países solicitaram permissão para usar essa via e que o Irã "cooperou com eles". "Acreditamos que os países que se uniram à agressão não devem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz", enfatizou Takht Ravanchi, que negou os relatos de que a república islâmica teria colocado minas nessa passagem estratégica para o trânsito de petróleo e gás. Veja mudança drástica de movimento no Estreito de Ormuz após conflito no Oriente Médio Apesar da declaração, em sua 1ª declaração após ser escolhido como o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz precisa ser mantido porque é um "instrumento de pressão contra o inimigo". Ainda à AFP, o vice-ministro também explicou que o Irã quer garantir que não seja forçado a outra guerra no futuro. "Quando a guerra começou em junho do ano passado, após 12 dias houve uma suposta cessação das hostilidades... mas depois de oito ou nove meses, eles se reagruparam e fizeram tudo de novo", disse, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel. "Não queremos ser tratados assim novamente no futuro", enfatizou. LEIA MAIS Após confirmar morte, mídia estatal do Irã volta atrás e diz que viúva de Ali Khamenei está viva Fuga da guerra leva tutores a abandonar animais e buscar eutanásia em Dubai, alertam ONGs Após a guerra de 12 dias em junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro deste ano, matando seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio. O Irã respondeu atacando interesses israelenses e americanos em toda a região. "Antes do início da guerra, em diversas ocasiões, informamos nossos vizinhos de que, se os Estados Unidos agredissem o Irã, todos os ativos e bases americanas seriam alvos legítimos para o Irã", declarou Takht Ravanchi. "Estamos agindo em legítima defesa. Continuaremos agindo em legítima defesa enquanto for necessário", afirmou.
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