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    Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque

    há 1 dia

    Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O Irã alertou neste domingo (11) que irá retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano. Segundo o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, esses locais seriam considerados “alvos legítimos” nesse cenário. A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã e após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar neste sábado (10) apoio aos manifestantes e dizer que os norte-americanos estão "prontos para ajudar". No dia anterior, Trump já tinha dito que os EUA poderiam intervir na crise se o regime iraniano matasse manifestantes pacíficos. País está em guerra, diz regime iraniano Manifestantes incendeiam carros e edifícios nas ruas de Teerã, no Irã, em manifestações contra o governo de Ali Khamenei em janeiro de 2026. Redes sociais via Reuters Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento se expandiu em escala e violência. Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo "não vai recuar" diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”. O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitar os protestos. Os EUA chamaram as acusações de “delirantes” e disseram que elas refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime iraniano, segundo um porta-voz do Departamento de Estado. A repressão do governo iraniano aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O país está sem acesso à internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks. O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade do Irã, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por alguns de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear do país.
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