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    Inquérito sobre procurador que matou esposa e filho de dois meses em Limeira é arquivado, diz SSP

    3 months ago

    Procurador Rafael Horta e a esposa, Cristiane Laurito Reprodução/Redes Sociais O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou o inquérito que investigava o caso do procurador jurídico que matou a esposa e o filho de dois meses e cometeu suicídio, em Limeira (SP). A informação foi confirmada ao g1 pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), nesta segunda-feira (23). De acordo com a SSP, a investigação foi concluída e o arquivamento ocorreu diante da ausência de indícios de participação de terceiros. O crime estava sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Em nota, a Prefeitura de Limeira identificou o homem como Rafael Horta, que atuava como procurador jurídico municipal. Cristiane Laurito, morta pelo marido, era servidora concursada da Câmara de Campinas. Segundo o delegado João Vasconcelos, que trabalhou no caso no início das investigações, as mortes devem ter ocorrido antes das 7h do dia 6 de junho de 2025. A constatação ocorreu por volta das 11h, na casa do casal, quando o pai de Rafael foi até o local para buscar o neto para uma consulta. Procurador que matou esposa e filho se declarou nas redes sociais três semanas antes do crime Reprodução/Instagram Motivação do crime De acordo com o delegado que assumiu o caso, Edgar Albanez, a Justiça negou um pedido da polícia para quebra de sigilo do celular. A expectativa da polícia era descobrir o motivo do crime a partir do conteúdo localizado no celular do procurador Rafael Horta. "Não vai ter como descobrir o que houve porque tinha um celular apreendido e o juiz negou a abertura do celular. O segredo do celular não vai ser aberto. Então, não tem muito o que fazer. Só juntar o laudo e relatar [o caso à Justiça]", explicou Albanez. LEIA MAIS: Procurador se declarou três semanas antes do crime: 'Bebê mais fofo e melhor mãe possível' Esposa de procurador era servidora da Câmara de Campinas Segundo o chefe de polícia, o juiz não autorizou busca de informações no celular porque entendeu que é um caso criminal que seria arquivado, já que o autor morreu. "Inclusive, já mandei entregar o celular para o pai dele [procurador]", acrescentou. Cristiane Laurito era servidora concursa da Câmara de Campinas (SP) Reprodução/redes sociais Relembre o caso A morte foi constatada por volta das 11h, quando o pai de Rafael foi até a casa para buscar o neto para uma consulta. No local, o avô percebeu que a família não atendia. Dessa forma, ele entrou na casa e encontrou a cena do crime em um dos quartos, com os três corpos na cama, lado a lado. Segundo o pai de Rafael, o filho estava passando por uma depressão e estava afastado há 30 dias de suas funções na prefeitura, autorizado por um médico psiquiatra. O delegado também informou que, a princípio, a suspeita é de que as mortes tenham sido causadas pelos disparos de arma de fogo, encontrada ao lado da cama onde estava a família. Foram apreendidos uma arma, três carregadores e 12 munições. Segundo a PM, Rafael tinha a licença da arma. Quem era Rafael? Rafael Horta trabalhava na Prefeitura de Limeira como procurador jurídico municipal. Ele se apresentava como especialista em estratégia e recuperação de ativos, investigação patrimonial e busca de laranjas. Segundo o pai de Rafael, o filho estava passando por uma depressão e estava afastado por 30 dias de suas funções na prefeitura, autorizado por um médico psiquiatra. Três semanas antes do crime, o procurador fez declarações para a família nas redes sociais. Na postagem, que inclui uma foto do filho, Rafael escreveu: “o bebê mais fofo e que tem a melhor mãe possível”. Quem era Cristiane? Cristiane era servidora da Câmara Municipal de Campinas. Era servidora concursada desde 2014 e ocupava o cargo de coordenadora de execução orçamentária e financeira. O que é feminicídio? VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
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