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    Inflação de 2025 fecha com menor resultado em sete anos

    14 hours ago

    Economistas avaliam que Banco Central foi bem-sucedido ao subir os juros para conter a inflação Economistas avaliam que o Banco Central foi bem-sucedido ao subir os juros para conter a inflação, no ano passado. E eles fazem um alerta para 2026: é preciso enfrentar a crise fiscal e equilibrar as contas públicas. 2025 terminou diferente do que se previa em janeiro do ano passado. As expectativas do mercado eram de inflação em quase 5%. E o dólar a R$ 6. O 2026 começou mesmo com a inflação estourando o teto da meta, de 4,5%. No acumulado de 12 meses, o índice foi subindo até chegar a 5,53% em abril. Para frear a escalada, o banco central aumentou a taxa básica de juros até chegar a 15% em junho, mantida até agora. A inflação então foi cedendo. E fechou o ano em 4,26. Abaixo do teto da meta, mas ainda acima do objetivo central, que é 3%.   O economista da FGV Renan Pieri, avalia que a estratégia deu resultado.   "Mais uma vez a política monetária do Banco Central funcionou, esse remédio amargo do juros altos deu certo. A questão é que será que com uma política fiscal que colaborasse mais com esse intuito de reduzir a inflação, a gente conseguiria ter subido menos a Selic? Quer dizer, se o governo e as esferas de governo todas tivessem conseguido reduzir gastos, será que a gente teria conseguido o mesmo efeito com uma taxa de juros mais baixa?", diz Renan Pieri, economista da FGV SP. O economista Rodrigo Marcatti também destaca a importância de um ajuste fiscal. A dívida do setor público subiu para 79% do produto interno bruto. "Esse é o grande problema do banco central, ele pode até baixar juros no curto prazo, mas para você abaixar juros de forma estrutural no longo prazo, você precisa ter um endereçamento da questão do fiscal que é o nosso calcanhar de Aquiles", afirma Rodrigo Marcatti, economista da Veedha Investimentos. O cenário econômico fora do Brasil também colaborou para redução do índice de inflação. O dólar teve uma desvalorização de mais de 11% em 2025, a maior em quase uma década. Economistas avaliam que a política do tarifaço de Donald Trump contribuiu para essa queda. Isso valorizou o real e segurou os preços de produtos importados e dos que são cotados em moeda americana. O ano, que iniciou com o dólar a mais de R$6, terminou com cotação de R$5,48. A decisão do banco central americano de cortar juros também ajudou.   "Contribuiu para que migrasse muito dólar para cá, para investimento especulativo, investimento em bolsa e isso fez com que a moeda desvalorizasse", diz Rodrigo Marcatti, economista da Veedha Investimentos. Outro alívio veio do campo.   "Principalmente comparado com 24, que a safra tinha sido pior, a gente teve uma ótima safra esse ano e isso paulatinamente não só segurou o preço de alguns alimentos, como reduziu de vários itens. Então isso foi bastante relevante. Resolvendo a questão fiscal, provavelmente, a gente vai ter juros mais baixo e vai ser mais fácil também controlar a inflação", diz Renan Pieri, economista da FGV SP.
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