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    Imagens da câmera corporal de um PM mostram como foi abordagem policial que terminou em morte em São Paulo

    há 2 meses

    Câmara corporal mostra ação que PM atirou e matou mulher em SP O Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento para apurar imagens da câmera corporal de um policial militar. As cenas mostram o momento em que uma policial militar atira e mata uma mulher de 31 anos. Quem dirige o carro da polícia é o soldado Weden Soares, que está com a câmera corporal. Ao lado dele, a policial Yasmin Ferreira, de 21 anos, que está sem câmera. É madrugada. Eles patrulham uma rua da Zona Leste de São Paulo quando o retrovisor bate no braço de um homem. O policial dá marcha ré e fala: “A rua é lugar para você estar andando, ca*****?” O homem é Luciano dos Santos. Ele está com a companheira dele, Thawanna da Silva Salmázio. Começa uma discussão. “Não, mas com todo o respeito, vocês que bateram em nós aqui”, diz Luciano dos Santos. A policial Yasmin sai do carro e vai em direção a Thawanna. Elas discutem. "Você não aponta o dedo em mim não”, diz Thawanna da Silva Salmário. Luciano mostra que está desarmado e aparenta estar nervoso com a discussão: “Desarmado, irmão. Está agredindo”. Imagens da câmera corporal de um PM mostram como foi abordagem policial que terminou em morte em São Paulo Jornal Nacional/ Reprodução O soldado Weden sai do carro. A câmera dele mostra a policial Yasmin com o braço apontado para Thawanna. Não é possível ver arma. “Você que bateu em nós aqui, rapaz”, diz Thawanna. O soldado pede para Luciano se afastar, caminha para trás do carro e pede apoio pelo rádio. Nesse momento, ouve-se o barulho de um tiro. O soldado vai até a colega e pergunta: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê?”, pergunta Weden. “Ela bateu na minha cara”, responde Yasmin. Ele pede uma ambulância. Outros policiais chegam. O soldado faz os primeiros socorros. Yasmin pergunta sobre o socorro. Um tempo depois, o soldado Weden fala para ela: “Não era para ter atirado, não, mas antes atirar do que ela vir para cima de você, te bater, pegar sua arma. Porque se ela vai para cima de você e começa a te bater, o cara ia me segurar”. A ambulância chega meia hora depois do tiro. Thawanna foi levada para o hospital, mas morreu. Tudo aconteceu em uma calçada bem estreita, mal cabe uma pessoa. Por isso, Thawanna e o companheiro andavam pela rua quando a viatura passou. Os dois policiais militares que participaram da ocorrência foram afastados do trabalho de patrulha. Thawanna tinha cinco filhos com idades entre 5 e 13 anos; morava com a irmã Daiana. Além da tristeza, a família diz que o sentimento que fica agora é de revolta. "A minha irmã tinha uma vida toda, a minha irmã tinha 31 anos. Ela tinha começado a viver. Os filhos dela, quem vai suprir a necessidade dos filhos agora?", diz Daiana Martins, irmã de Thawanna. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que todas as circunstâncias estão sendo investigadas com prioridade pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa. A Polícia Militar também abriu um inquérito para investigar o caso. LEIA TAMBÉM 'Você atirou? Você atirou nela? Por quê?', questiona PM a soldado que matou mulher em abordagem na Zona Leste de SP Câmera corporal mostra que mulher morta por PM caminhava, quando soldado deu ré e disse: 'Rua é lugar para você estar andando?'
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